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terça-feira, 7 de julho de 2020

Subsídio Lição 2 - Despertamento espiritual - um milagre




INTRODUÇÃO - Na sequência do estudo das lições que o avivamento espiritual experimentado por Israel desde o término do cativeiro até o governo de Neemias, estudaremos a respeito do que é o avivamento espiritual. - O avivamento espiritual é um milagre.

 I – O QUE É O AVIVAMENTO OU DESPERTAMENTO ESPIRITUAL - Na sequência do estudo a respeito das lições que podemos haurir sobre avivamento espiritual nos episódios que envolvem desde o término do cativeiro da Babilônia até o governo de Neemias, veremos hoje o que é propriamente um avivamento ou despertamento espiritual. - Cumpre observar, por primeiro, que as expressões “avivamento” e “despertamento” serão tomadas aqui como indistintas, como sinônimas, não havendo qualquer diferença entre elas, sendo que a Bíblia Sagrada se refere tanto a uma quanto a outra expressão. 
- Assim, se, por exemplo, o profeta Habacuque pede que a obra do Senhor seja “avivada” ao longo dos anos (Hc.3:2), o apóstolo Paulo conclama os salvos a “despertar” dentre os mortos (Ef.5:14). - - Avivamento é o ato de “tornar ou tornar-se mais vivo, reanimar ou reanimar-se, despertar, tornarse mais forte, mais intenso, aumentar, intensificar-se, tornar-se mais nítido, destacar-se, tornar-se mais ativo (diz-se de fogo, brasa etc.), tornar mais ágil, apressar” (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa). Como se pode, pois, observar, quando se fala em avivamento se está a falar de um estágio posterior ao de viver. Só pode ser avivado quem já está vivo e é por isto que este termo foi utilizado pelos pentecostais para se referir ao estágio espiritual posterior à conversão, para o apossamento das bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef.1:3). 
- A única vez que o termo aparece na Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC) bem como na Nova Almeida Atualizada (NAA), as duas versões oficiais da Assembleias de Deus vinculadas à CGADB, é em Hc.3:2, onde o profeta, no início da sua oração que finaliza o seu livro, faz um pedido ao Senhor, depois de ter ouvido a Sua Palavra e temido: “Aviva, ó Senhor, a Tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira, lembra-Te da misericórdia” (ARC) ou “Senhor, tenho ouvido a Tua gama, e me sinto alarmado. Aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. Na Tua ira, lembra-Te da misericórdia” (NAA). “Aviva”, aqui, é tradução da palavra hebraica “chayah” )היה( cujo significado é “viver, fazer viver, manter vivo, viver prosperamente, viver para sempre, sustentar a vida, ser rápido, ser restaurado para a vida ou para a saúde”. A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento) usa a palavra “katenoesa"(κατενόησα) cujo significado é “observar”, “reparar”, “contemplar”, “perceber”. 

OBS: A Nova Versão Internacional traduziu “aviva” como “realiza de novo”, enquanto a Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz a palavra por “Faze agora, no nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado”. A Tradução Ecumênica Brasileira traduz o termo por “vivam teus atos”, com nota em que afirma que o significado da expressão é “faze viver”, lembrando aqui a Edição Pastoral, que utiliza a expressão “faze-a reviver”, que também é seguida tanto pela Versão dos Monges de Mardesous segundo o Centro Bíblico Católico como pela Bíblia de Jerusalém. A Versão do Padre Antonio Pereira de Figueiredo traduz a palavra por “vivifica”. Já a Bíblia Viva, fugindo bem do significado, traduz o termo por “ajude-nos novamente nesta hora em que tanto precisamos de ajuda”. Mantém a mesma tradução da Versão Almeida Revista e Corrigida, as seguintes versões: Almeida Fiel e Corrigida, Almeida Atualizada, Bíblia na Linguagem de Hoje, Tradução Brasileira e Edição Contemporânea de Almeida.

 - Avivamento é, em primeiro lugar, o ato de tornar mais vivo, ou seja, transformar a vida espiritual em uma vida mais intensa, em uma vida abundante. Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus que disse que tinha vindo ao mundo para que Seus discípulos tivessem vida, mas Sua missão não cessava aí. Tinha vindo para que houvesse vida e vida em abundância (Jo.10:10). 
Neste texto, vemos, claramente, que a obra de Cristo não se limitava a dar vida àqueles que estavam à mercê do trabalho do inimigo, que é roubar, matar e destruir, mas que esta vida deveria ser abundante na vida de cada um dos alcançados pela Sua obra salvadora. Vida abundante é uma vida em toda a sua plenitude, com todos os benefícios proporcionados pela comunhão com Deus. Vida é estar em comunhão com Deus, é não ter mais separação de Deus por causa do pecado, mas vida abundante é a comunhão com a presença de todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo. Por isso, um dos significados de “chayah” é o de “viver prosperamente”. 



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Dinâmica Lição 02: Despertamento Espiritual - um milagre



Dinâmica: Tesouro Escondido
 
Objetivo:
Enfatizar que o despertamento faz o cristão guardar a Palavra de Deus.
 
Material:
01 Bíblia pequena
01 caixa em forma de coração.
Observação: A Bíblia deve caber dentro da caixa.
 
Procedimento:
 
 Antes da aula:
- Coloquem a Bíblia dentro da caixa. Realizem esta ação ainda em casa, para que os alunos não vejam o conteúdo.
 
Durante a aula:
- Falem que dentro da caixa há um objeto. Passem a caixa para cada aluno, para que descubram o que há dentro; orientem que podem balançar a caixa, mas não podem abri-la.
- Se alguém descobrir o conteúdo, abram a caixa, mostrem a Bíblia e leiam Salmo 119:11: “Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.
- Se não descobrirem o conteúdo da caixa, façam o mesmo procedimento do item anterior.
- Para concluir, falem sobre a importância da leitura bíblica e também da obediência a Palavra de Deus.
Leiam:
“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”(Hebreus 4:12).
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”(Provérbios 4:23).
 
Por Sulamita Macedo.
fonte:  https://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Subsídio Lição 1 - Daniel ora por um despertamento




INTRODUÇÃO - Neste trimestre, teremos um “estudo de caso’ – estudaremos sobre avivamento espiritual à luz dos episódios que ocorreram com Israel na restauração da nação após o cativeiro da Babilônia.

- Israel teve de ser restaurado espiritualmente depois do cativeiro para que pudesse receber, posteriormente, o Messias.

I – A CONFIANÇA DE DANIEL NAS PROFECIAS

- Estamos dando início a mais um trimestre, e de forma excepcional, já que, em razão da pandemia da COVID-19, a CPAD, depois de ter decidido não lançar uma revista neste trimestre, resolveu sugerir o reestudo de um tema abordado no terceiro trimestre de 1993, quando o saudoso missionário Eurico Bérgesten, a partir dos episódios relacionados com a restauração do povo judeu, na formação do que se costumou denominar de “Comunidade do Segundo Templo”, fez um estudo sobre o avivamento espiritual. 
- Não resta dúvida de que o avivamento espiritual é uma preocupação que deve estar presente na vida de cada servo de Deus, pois precisamos estar sempre em estado de renovação espiritual, pois, como nos ensina o apóstolo Paulo, o homem interior deve se renovar dia-a-dia (II Co.4:16), sendo certo que o profeta Habacuque já afirmara que a obra do Senhor precisava ser avivada continuadamente ao longo dos anos (Hc.3:2).

- O ser humano está sujeito ao tempo, é uma criatura e, como tal, seu relacionamento com Deus sempre enfrenta um desgaste, corre o risco de deterioração, como tudo que se dá debaixo do sol, de sorte que é imperioso, mesmo, que, de tempos em tempos, o Senhor intervenha com uma renovação, um despertamento, a fim de impedir que o torpor tome conta dos Seus servos e do Seu povo, produzindo corrupção e distanciamento. 

- Esta necessidade de contínua e constante renovação vemos na ordem divina dada aos sacerdotes para que, todos os dias, houvesse a devida limpeza no altar de sacrifícios, para que o fogo não se apagasse, fogo este, observe-se, que tinha vindo diretamente do céu da parte de Deus, mas que tinha de ser mantido aceso pelos homens aqui na Terra (Lv.6:8-13; 9:23,24).

- Pois bem, como vamos tratar do avivamento espiritual a partir das experiências do povo de Israel após o término do cativeiro da Babilônia até que se completou a restauração de Israel como nação no que se costumou denominar de “Comunidade do Segundo Templo”, não se pode iniciar este estudo senão nas próprias circunstâncias que deram início ao cativeiro e de como o povo judaíta se comportou diante dele.

- O cativeiro da Babilônia foi a máxima punição dada ao Senhor pela apostasia do povo de Judá. Na lei de Moisés estava previsto que, se o povo de Israel viesse a desobedecer ao Senhor, sofreria uma série de castigos, numa gradação que, iniciando-se com a falta de chuva, terminaria pela retirada do povo da Terra Prometida, como se vê, principalmente, de duas passagens, a saber: Lv.26:14-45 e Dt.28:15-68.

- Vemos claramente que o Senhor condicionou a posse da terra de Canaã para Israel à observância da lei, o que foi solenemente firmado no chamado “pacto palestiniano”, firmado pelas doze tribos de Israel nos montes Ebal e Gerizim, como determinado por Moisés (Dt.27 e Js.8:30-35).

- O povo de Judá não cumpriu a lei do Senhor e, apesar das múltiplas manifestações dos profetas para que o povo se emendasse bem como os castigos mandados por Deus neste sentido, não houve tal arrependimento, de sorte que o Senhor levantou o profeta Jeremias que, durante 40 anos, profetizou que o povo seria levado cativo para a Babilônia e que a terra ficaria deserta por 70 anos (Jr.25:11; 29:10).

- Parte da população de Judá deu ouvidos ao profeta, procurando manter uma vida de obediência a Deus, seja se arrependendo de seus pecados, seja construindo uma vida conforme a vontade do Senhor, seguindo, aliás, a própria conclamação ao arrependimento que foi levada a efeito pelo rei Josias, num verdadeiro avivamento espiritual ocorrido naquele tempo (II Cr.34:29-35:19). Este remanescente do povo foi visto pelo próprio profeta Jeremias, logo após a primeira invasão dos babilônios a Jerusalém como sendo os “figos bons” (Jr.24).

- Entre estes “figos bons”, estava um jovem da linhagem real, chamado Daniel, que, como todos os “figos bons”, foi levado cativo na primeira leva de judeus para a Babilônia, onze anos antes da destruição do templo e da cidade de Jerusalém (Dn.1:1-7).

- Daniel, assim que foi levado para Babilônia, tomou a firme resolução de continuar servindo a Deus e demonstrou ter plena confiança nas profecias que havia ouvido do profeta Jeremias e, tanto é assim que, setenta anos depois, quando já era um homem idoso, já há muitos anos ocupando altos cargos na administração de Babilônia, ao perceber que havia chegado o tempo do cumprimento da profecia, começou a orar a fim de que se realizasse o vaticínio do profeta (Dn.9:1-3). 


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terça-feira, 23 de junho de 2020

Pesquisa de aulas online da EBD

https://forms.gle/8FHjp7Vw96yQE319A




Subsídio Lição 13 - A batalha espiritual e as armas do crente





INTRODUÇÃO 
- Concluindo o estudo da carta de Paulo aos efésios, estudaremos o trecho de Ef.6:10-24, que inclui a análise da batalha espiritual e a conclusão da epístola.

- A Igreja está em contínua batalha contra as hostes espirituais da maldade.

I – O FORTALECIMENTO ESPIRITUAL

- Estamos terminando o trimestre e, na última lição, analisaremos o trecho de Ef.6:10-24, que envolve a análise da batalha espiritual e a conclusão da epístola.

- Depois de nos ter falado sobre o comportamento do cristão na família e no trabalho, o apóstolo fala da realidade da batalha espiritual, ou seja, de que a Igreja, embora esteja desfrutando das bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, ainda está na Terra (pelo menos a igreja atuante ou militante) e, enquanto tal, tem de enfrentar uma luta espiritual contra as hostes da maldade.

- É interessante verificar como Paulo não descuida do aspecto espiritual da salvação e da natureza espiritual da Igreja, algo que tem sido negligenciado nestes dias em que vigora o materialismo, inclusive entre os que cristãos se dizem ser.

- Assim, ao iniciar sua carta dizendo das bênçãos espirituais que são as garantidas na salvação (Ef.1:3), bênçãos que antecedem à própria criação do Universo físico, sem se falar que a salvação tem por propósito reunir em Cristo todas as coisas, tanto os céus quanto a terra (Ef.1:10).

- Paulo também mostrou que Cristo, vitorioso, pôs-se à direito nos céus (Ef.1:20) e que o mistério de Cristo se revela pelo Espírito (Ef.3:5), sendo que a igreja revela a multiforme sabedoria de Deus aos principados e potestades nos céus (Ef.3:10), como também o próprio ministério de Cristo na eternidade, fazendo com que a Igreja atuante fosse levada ao Paraíso (Ef.4:9,10).

- Agora, o apóstolo mostra que a Igreja tem uma batalha contra as hostes espirituais da maldade, repetindo, aliás, o que o próprio Senhor Jesus disse quando da própria revelação do mistério da Igreja, ao dizer que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt.16:18).

- O apóstolo inicia esta análise, dizendo que, “no demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder” (Ef.6:10).

- De pronto, vemos aqui uma importante lembrança que nos faz o apóstolo. A vida cristã não tem sentido algum se não tiver como base, como fundamento, como alicerce o Senhor. É nele que podemos nos 


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Dinâmica Lição 13: A Batalha Espiritual e as Armas do Crente




Dinâmica: A Armadura do Cristão
 
Objetivo:
Enfatizar a necessidade do cristão possuir todos os elementos da armadura espiritual para vencer as ciladas do Diabo.
 
Material:
01 figura de 01 soldado(ver figura abaixo no procedimento)
Quadro ou cartolina
Papel ofício e caneta
 
Procedimento:
1 - Coloquem a figura do soldado no quadro e perguntem quais são as armas de combate e defesa de um soldado. Escrevam as respostas no quadro de giz ou cartolina.
2 - Agora falem:
O cristão é comparado a um soldado pronto para o combate, que possui armas especiais para a caminhada cristã.
Então, apresentem quais são os elementos que compõem a armadura do cristão, que encontramos em Ef 6. 13 ao 17. Para tanto, façam uma leitura compartilhada, explicando cada elemento da armadura.
Cinturão – verdade
Couraça – justiça
Escudo – fé
Capacete – salvação
Espada – palavra
Observação: Vejam o significado dos elementos da armadura do cristão na lição bíblica.
3 - Agora, peçam para que os alunos identifiquem os elementos que compõem a armadura na figura do soldado.
4 - Depois, falem: O Diabo tem suas armas para investir contra o cristão, mas se ele está revestido da armadura de Deus, está protegido e sua vida espiritual está segura em Deus.
5 - Para concluir, leiam Ef 6. 11 ao 13.
Por Sulamita Macedo.
Conclusão do trimestre:
Que tal os alunos trocarem entre si cartas sobre o que aprenderam durante o período de estudo da epístola aos efésios?
Vocês orientam que precisam ser objetivos e podem fazer isto em casa e trazer na próxima aula. 
Sugiro a carta, levando em consideração que estudamos neste trimestre este gênero textual.
Mas, como não está havendo aulas na EBD, devido o distanciamento social, vocês podem fazer isto no grupo de WhatsApp da turma.
 
Por Sulamita Macedo.
fonte:  https://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de junho de 2020

SUBSÍDIO Lição 12 - A conduta do crente em relação à família





INTRODUÇÃO - Na sequência do estudo da carta de Paulo aos efésios, estudaremos o trecho de Ef.4:17-6:4, em que o apóstolo fala da santidade cristã e dos chamados “deveres domésticos”.

- O modelo bíblico da família reflete a nossa vida espiritual.

I - O NOVO ANDAR EM CRISTO

- O apóstolo Paulo, na parte prática de suas epístolas, sempre se preocupava em aplicar os ensinamentos que havia dado anteriormente, na chamada “parte doutrinária”, ao dia-a-dia dos cristãos, mostrando como aquilo que havia ministrado deveria alterar e modificar o comportamento dos destinatários da sua carta.

- Não nos esqueçamos de que Paulo era o “apóstolo dos gentios” (Rm.11:13) e, portanto, o efeito do Evangelho na vida dos que criam em Jesus era muito maior do que entre os judeus, visto que se tratava de abandono de muitas práticas que estavam arraigadas na vida daquelas pessoas, que nem sequer tinham tido, antes, conhecimento das Escrituras hebraicas que, de certo modo, preparavam a nova aliança em Cristo.

- Por isso, depois de ter ensinado o que era a vivificação em Cristo e que, com ela, se chegava perto de Deus e passava a desfrutar de todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, era mister mostrar como esta nova posição espiritual alterava o comportamento e a conduta de cada um.

- A primeira observação feita por Paulo é que os destinatários da sua carta, os santos e fiéis em Cristo Jesus (Ef.1:2) não podiam andar mais como os outros gentios, na vaidade do seu sentido (Ef.4:17).

- Os destinatários da carta de Paulo não eram mais espiritualmente gentios. Agora pertenciam à Igreja, este novo povo de Deus (Ef.2:14), e, portanto, ainda que se mantivessem, aos olhos dos homens, pertencentes às mais diversas nações existentes sobre a face da Terra, não podiam mais andar como eles, ou seja, tinham de ter uma nova maneira de viver, que é distinta daquela que haviam recebido de seus pais pela tradição (I Pe.1:18).

- Tanto Paulo quanto Pedro caracterizam a vida dos gentios como sendo uma vida vazia. O apóstolo dos gentios diz que se tratava de uma vida caracterizada pela “vaidade do seu sentido”, enquanto que o portador do evangelho da circuncisão fala de “vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais” e isto ecoa o sábio Salomão que, no livro de Eclesiastes, em que descreve a vida terrena na perspectiva puramente horizontal (a “vida debaixo do sol”), como sendo “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec.1:2).

- Deus pôs a eternidade dentro do coração do homem (Ec.3:11 ARA/NAA) e, quando o homem deixa de enxergar esta eternidade, deixa de levar em consideração o seu Criador, que é o Eterno (Is.40:28), cria-se, 


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