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Escola Bíblica Dominical

Escola Bíblica Dominical
Coordenador Geral Ev. Jorge Augusto

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Lição 12: Sabedoria divina para a tomada de decisões (Adultos)


Sugestão para a conclusão do 4º trimestre/2016: Roda de conversa

Organizar os alunos em círculo, se possível.
Fazer uma pequena retrospectiva do Deus de toda provisão na vida dos personagens estudados nas lições.
Pedir para os alunos falarem como Deus tem sido o provedor em suas vidas e na família.
Dinâmica: Quer Sabedoria?

Objetivo: Iniciar o estudo sobre a sabedoria que vem do alto.

Material:
01 caixa
Nome SABEDORIA digitado
Envelopes pequenos(quantidade depende do número de alunos)
Papel pequeno com o versículo de Tg 3. 17 digitado(01 para cada envelope)
01 pincel atômico ou um marcador para quadro branco
01 cartolina ou um quadro branco
Organizar o material da seguinte forma:
Colar o nome SABEDORIA fora da caixa, que fique bem visível
Colocar o versículo de Tg 3.17 dentro de cada envelope
Colocar os envelopes dentro da caixa
Procedimento:
- Comecem lendo I Reis 3. 9 a 12:
“A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?
E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomão pedisse isso.
E disse-lhe Deus: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo;
Eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará”.
- Falem: Já conhecemos a história de Salomão quanto a um pedido dele a Deus. Mas o que ele pediu? O que ele recebeu?
Aguardem as respostas.
- Em seguida, peguem a caixa com o nome “Sabedoria”, entreguem para um aluno. Peçam para que ele fique em pé diante da turma.
- Depois, peçam para outro aluno ler Tg 1.5: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”.
- Quando o aluno estiver lendo a parte do versículo “...peça a Deus...”, apontem para o aluno que está com a caixa.
Aguardem que os alunos peçam sabedoria, o aluno que está com caixa deve distribuir “sabedoria” apenas para quem pediu. Se ninguém percebeu que deve pedir, o versículo deve ser lido novamente, até que pelo menos alguns peçam.
- Falem: Salomão fez um pedido sábio, vocês também!
- Depois, os alunos devem abrir o envelope e ler seu conteúdo:
“Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia”. Tiago 3:17
- Depois, escrevam no quadro as 08 características da sabedoria que Deus nos concede. Vocês devem escrever à medida que os alunos citarem cada uma delas.
- Para finalizar, falem: É sobre esta sabedoria que vamos estudar na aula de hoje.
Por Sulamita Macedo.
Texto Pedagógico

A importância do professor da EBD para a Igreja

1 – Escola Bíblica Dominical
A EBD é o departamento mais importante da igreja, pois é a agência de ensino da Palavra de Deus. Concernente a isto, o pastor Antonio Gilberto afirma: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”(pag.115).
A Escola Dominical é o espaço da Igreja no qual as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, os da Terceira Idade têm oportunidade de aprender a Palavra de Deus.
Estamos vivendo uma época de tempos trabalhosos e o ensino bíblico precisa ser intensificado e realizado de forma criteriosa e com metodologia adequada para que o conhecimento da Palavra não seja sufocado pelos falsos ensinos e os crentes cresçam espiritualmente, permanecendo firmes. Além de promover o crescimento, a Escola Dominical também se destina ao discipulado e aperfeiçoamento.
Para tanto, é importante a observância do livro texto da EBD, a Bíblia, com o objetivo de que o ensino seja pautado nas Sagradas Escrituras. A revista da EBD traz o tema do trimestre organizado em 13 lições, extraídas e embasadas na Bíblia, apresentando o conteúdo de forma sistematizada.
2 - A importância do ministério do ensino para a Igreja
O dom de ensinar foi mencionado pelo apóstolo Paulo: “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino”(Romanos 12. 6,7 – grifo nosso).
Na carta de Paulo à igreja de Éfeso, há uma menção quanto aos objetivos dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores(aqueles que ensinam): “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”(Efésios 4:11-14 – grifo nosso).
O ensino produz maturidade cristã para os crentes, pois estão alicerçados na Palavra de Deus, sendo, pois, aperfeiçoados e deixando de ser “meninos inconstantes”.

O conteúdo a ser ensinado não deve ser apenas informativo, teórico, mas, sobretudo, um conhecimento que gere modificação no comportamento da vida cristã. Para tanto, é importante que o professor contextualize o assunto da aula com a vida do aluno, sendo assim a aprendizagem será mais significativa.
3 – A importância do professor de EBD para a Igreja
O professor tem papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem da Palavra de Deus. É ele que promove o ensino e estimula os sentidos dos alunos para aprender, através de métodos e recursos variados.
O professor deve ser vocacionado para o ensino. Ensinar não é uma tarefa fácil de realizar, mas quando há o chamado, mesmo diante das dificuldades que podem levar o docente a desanimar, ele vai prosseguir.
A importância do papel do professor no ensino é elevadíssima, pois através do que é transmitido é que os alunos vão praticar cotidianamente, tornando uma igreja forte, com membros espiritualmente maduros.
Para que a função docente seja exitosa, é necessário que:
- O professor esteja preparado:
A preparação do professor abrange vários aspectos, a saber: a nível espiritual, teológico, pedagógico e secular. Ter uma vida de oração e comunhão, conhecimento bíblico, informações de como planejar uma aula, com metodologia diversificada e ter conhecimento secular são itens que não podem faltar na vida daquele professor que deseja alcançar a excelência no ensino.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”(II Timóteo 2:15).
Enfatizo a importância do preparo pedagógico, para que você possa compartilhar de forma adequada os conhecimentos referentes a cada lição. Escolha métodos de ensino variados, utilize dinâmicas, leia bons livros pedagógicos, planeje a aula, não improvise, dinamize o ensino, procure envolver os alunos com a aula, mantenha vínculos com os alunos.
- O professor entenda que é um facilitador da aprendizagem:
O professor precisa agregar outros recursos ao ensino, buscando a participação do aluno para que haja uma quebra da passividade do ouvinte durante a exposição do tema, tornando-o sujeito ativo do seu conhecimento. Com isto haverá uma mudança de paradigma da aula da EBD – aquela que comumente vemos: o professor falando e os alunos escutando... Para que na verdade isto aconteça, é imprescindível uma tomada de consciência do professor como agente facilitador da aprendizagem.
Agregar recursos variados e métodos diferentes à aula expositiva é uma forma de dinamizar o ensino e proporcionar a participação dos discentes no processo de aprendizagem. De acordo com Altair Germano, no livro Pedagogia Transformadora,  “é preciso ficar mesmo atento para não cair no erro de pensar que por si só os métodos revolucionarão a prática de ensino do professor. Eles são apenas uma parte importante no processo ensino-aprendizagem. Os métodos precisam estar agregados a outros elementos importantes, dentre os quais, um bom conteúdo e a utilização adequada dos recursos didáticos(quadros, cartazes, revistas, mapas, gráficos, objetos etc.)”(pag. 29).
- Haja atuação do Espírito Santo:
Sobre esta temática, Gangel & Hendricks afirmam que: “O professor que trabalha afinado com o Espírito Santo buscará usar as melhores técnicas educacionais e ferramentas disponíveis. Tendo estudado a Palavra de Deus, procurando interpretá-la corretamente sob a direção do Espírito, ele então projeta seu tempo de ensino com o propósito de capacitá-lo a ensinar de modo eficaz. Longe de serem incompatíveis ou contrários ao Espírito Santo, métodos educacionais são meios pelos quais o Espírito trabalha no processo do ensino/aprendizagem”(pag. 43).
Prepare-se e promova aulas criativas, dinâmicas, cativantes e eficazes! Dessa forma, haverá facilitação para o ensino, maior retenção da aprendizagem e participação dos alunos. Estes conhecimentos agregados à sua motivação, com certeza, trarão resultados positivos para o ensino da Palavra de Deus e como consequência a igreja estará fortalecida na graça e no conhecimento de nosso senhor Jesus Cristo.

Por Sulamita Macedo.

SILVA, Antonio Gilberto da. Manual da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 1997, pag. 115.
GERMANO, Altair. Pedagogia Transformadora. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pag. 29.

GANGEL, Kenneth O. & HENDRICKS, Howard G. Manual de Ensino para o Educador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pag. 43.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Lição 11: O socorro de Deus para livrar o seu povo (Adultos)


Dinâmica: Promessa de Deus

Objetivos:
Refletir sobre o cumprimento das promessas divinas.
Renovar a esperança e a fé nas promessas de Deus.

Material:
01 folha de papel ofício dividida ao meio por um traço e caneta para cada aluno.

Procedimento:
- Perguntem o que significa a palavra “Promessa”.
Segundo o Dicionário Michaelis é  “1. Ato ou efeito de prometer. 2 Declaração pela qual alguém se obriga, pela fidelidade e pela justiça, a fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. Há outros significados.
- Falem acerca da importância do cumprimento das promessas a nível terreno. Também reflitam sobre do incômodo causado quando há falhas nas promessas e o estado de felicidade promovido por uma promessa cumprida.
Vocês já passaram por alguma dessas situações?
Vocês ocasionaram ou foram vítima?
- Agora, afirmem: O ser humano é falho, mas Deus não falha em suas promessas.
Leiam Nm 23.19: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?”
- Falem: 
Vocês têm esperado por muito tempo por uma ou mais promessas divinas para sua vida?
Vocês encontram-se desencorajados? Sem fé? Sem forças? Calma!
Lembrem-se do que Deus já fez por vocês!
- Entreguem uma folha de papel ofício para cada aluno divida ao meio por um traço.
- Solicitem aos alunos que escrevam do lado esquerdo as promessas que ainda não foram cumpridas.
- Falem: Lembrem-se do que Deus já fez por você! Façam do lado direito da folha, uma lista das situações que Ele cuidou e providenciou socorro para você! Observem o quanto Deus já fez por vocês. Firmem-se em Suas promessas!
- Concluam, lendo:
“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia...”(2 Pedro 3:9a).
“Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre”(Salmo 125:1).
Por Sulamita Macedo.
Texto Pedagógico

Não faça drama!
Saiba como utilizar a dramatização como instrumento de aprendizagem na EBD

            A dramatização como instrumento de aprendizagem consiste na representação de um fato, uma história através da atuação dos alunos como “atores”, com o objetivo de promover o ensino e aprendizagem, através da expressão simbólica.
            A dramatização, no espaço educativo da EBD, é possível, mas é necessário atentar para alguns pontos, como a realidade do ambiente de realização da EBD, o tempo de aula, a habilidade do professor e dos alunos e a escolha de um texto adequado com o tema da aula.
A utilização da dramatização na Escola Dominical deve ser breve, sem muitos detalhes, como cenários, figurinos e outros objetos que compõem a cena, tendo em vista o ambiente da aula, pois normalmente é realizada dentro do templo. Mas, se desejar utilizar outro local disponível da igreja, é interessante reservar este espaço com o superintendente com antecedência.
Levando em consideração o tempo de aula que normalmente gira em torno de 60 minutos, uma encenação deve ter no máximo 10 minutos, para que depois haja tempo suficiente para a explanação do tema em estudo, que foi introduzido pela dramatização. Esta também pode ser utilizada no final da aula, para a conclusão de um tema.
Outro fator importante é habilidade do professor para organizar a dramatização de forma simples. Para isto ele precisa saber o que deseja realizar com os alunos de forma planejada, escolher a dramatização adequada para o tema, convencer os alunos a participar e deixar claro que na atividade cênica não deve ser observada a atuação perfeita dos “atores”, mas a representação de papéis dentro de um contexto narrativo, objetivando a facilitação do ensino e da aprendizagem na aula da EBD.
É interessante que ao escolher um texto para dramatizar, o professor observe quem são os personagens, quais as falas de cada uma delas, fazer cópias do texto já organizado para dramatização para cada pessoa envolvida na representação, tanto para os atores como para os figurantes, o narrador(se houver necessidade), para que todos saibam o momento de sua fala, o tempo de permanecer ou sair da cena; é importante também observar quais objetos poderão ser utilizados na dramatização e a arrumação do ambiente.
As vantagens do uso deste método de ensino são várias, tais como: desenvolvimento da comunicação, da linguagem oral e corporal, da socialização, da integração, da motivação, da participação, além é claro da aprendizagem através do processo representativo, favorecendo a análise da situação dramatizada.
As desvantagens também aparecem, como em todo método de ensino: os alunos inibidos podem não querer participar, mas devem ser estimulados; a ambientação da EBD não favorece a dramatização de forma mais específica, mas veja as possibilidades de uso já citadas acima.
            A dramatização deve ser entendida como um instrumento didático de ensino, pois se apresenta como uma forma de analisar um tema, promovendo e resgatando a participação dos alunos tanto na representação, como também no momento de estudo do tema.
            Então, que tal utilizar a dramatização nas aulas de EBD?


Por Sulamita Macedo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Lição 10: Adorando a Deus em meio a calamidade (Adultos)

Lembrem-se de que ao trabalhar o conteúdo da lição, vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
- Para o item I, utilizem mapa para apresentar a divisão do reino de Israel, em Norte e Sul.
- Para o estudo do item 3 da lição, dividam a turma em 03 grupos.
Cada grupo fica com um sub-tópico desse item. Eles devem ler em grupo e em seguida apresentam para a turma.
Quer saber mais como utilizar o método de Divisão em Grupos? Leiam o texto pedagógico Método de Divisão em Grupos nas aulas da EBD(postado abaixo).
- Para finalizar, utilizem a dinâmica “A Chave”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!
Sugestão para a conclusão do 4º.trimestre/2016: Roda de conversa
Organizar os alunos em círculo, se possível.
Fazer uma pequena retrospectiva do Deus de toda provisão na vida dos personagens estudados nas lições
Pedir para os alunos falarem como Deus tem sido o provedor em suas vidas e família.

Dinâmica: A Chave
Objetivo: Refletir sobre a importância e a eficácia da oração.
Material:
01 chave de metal ou confeccionada de cartolina com tamanho ampliado.
Procedimento:
- Perguntem aos alunos: Para que serve uma chave?
Aguardem as respostas. Normalmente, apenas é mencionado o ato de abrir, porém não se esqueçam que também a chave é utilizada para fechar.
- Falem que a oração pode ser comparada a uma chave.
- Perguntem: O que a oração pode abrir ou fechar?
Exemplos:
Abrir: Salvação, emprego, aprovação num concurso, solução de um problema etc.
Fechar: livramentos (acidentes, assaltos), orações que não estão de acordo com a vontade de Deus etc.
- Solicitem aos alunos que apontem dois exemplos do Antigo Testamento de orações que representam o ABRIR e FECHAR e também mencionar situações vivenciadas por eles.
- Para finalizar, leiam II Cr 7.14:
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
Por Sulamita Macedo.

Texto Pedagógico

Método de Divisão em Grupos nas aulas da EBD

            O Método de Divisão em grupos, como o próprio nome sugere, consiste na divisão da totalidade dos alunos em pequenos grupos, com objetivos definidos para estudo de um tema ou uma atividade, sob a orientação de um professor ou um líder, com apresentação de resultados.
            Este método possibilita a participação, a comunicação, estimula a troca de ideias, pessoas tímidas se sentem mais encorajadas para falar e propicia a capacidade de liderança.
            Alguns cuidados na utilização deste método precisam ser observados, como: o assunto principal pode ser desviado, daí a necessidade de uma liderança firme e habilidosa; há ainda, a possibilidade de uma pessoa dominar a discussão, deixando de lado os demais componentes sem participação; quando não há conhecimento do tema, as contribuições dos grupos podem ser limitadas, dessa forma é interessante uma boa orientação do professor para este tipo de trabalho.   
        
         Os desafios para a utilização deste método, nas aulas da Escola Dominical, aparecem devido a estrutura da EBD, na qual a maioria das aulas acontecem dentro do templo e  a organização das classes é feita por agrupamento em bancos de madeira, pesados e difíceis de serem arrastados. Mesmo assim, há formas de fazê-lo, veja quais as possibilidades:
- Dividir a turma por proximidade, isto é, os grupos são formados por alunos que estão próximos, sem mexer nos bancos etc.
- Solicitar o uso de uma sala ou outro espaço que porventura a igreja disponibilize para aulas da EBD; então, é interessante um agendamento prévio com o superintendente, para que seja reservado este ambiente, como também realizar a permuta de local, caso alguma turma utilize costumeiramente aquele espaço.
            Durante o trabalho em grupo é interessante, que o professor passe em cada grupo, tirando dúvidas e observando o direcionamento da atividade. Dividir os alunos em grupos não significa momento de descanso para o professor, a atenção deve ser redobrada, tanto no momento da atividade em si, como na apresentação.
No momento da apresentação, permaneça diante da turma, ao lado dos alunos de cada grupo. Dessa forma, você estará dando suporte emocional aos que estão nervosos e sendo assim eles se sentirão mais seguros. Observe o que está sendo dito, acrescente outras informações e corrija se necessário.
Geralmente, quando o professor pede que formem grupos, a tendência natural é que os alunos se agrupem com aqueles que mais conversam e têm mais interação. Mas, a divisão dos alunos pode ser feita de forma criativa, dependendo do que você deseja alcançar; se você procura também promover socialização, veja algumas dicas:
- Distribua recortes de cartolina de cores diferentes de acordo com o número de grupos que você deseja formar; observe a quantidade de alunos, veja a quantidade de grupos que podem ser formados e o número de elementos do grupo, separe a quantidade de cores; distribua aleatoriamente e solicite que os alunos se grupem pela cor.
            - Há ainda uma variação, usando cores diferentes: colocar o pedaço de cartolina colorida nas costas dos alunos, com fita adesiva, sem que eles vejam a cor. Depois, peça para que se agrupem de acordo com a cor que está nas costas. A princípio, eles vão estranhar, pois não estão vendo sua cor, mas observem as saídas que eles encontrarão, sempre tem alguém que toma a iniciativa e pergunta qual a cor que ele tem nas costas e também coopera com o colega falando a cor dele. Então, o agrupamento acontecerá através do ato colaborativo entre eles.
            - Outra maneira de dividir os alunos em grupos é feita com a utilização de números, que podem ser distribuídos para os alunos para que formem grupos que tenham a mesma numeração ou, ainda, colocar o número nas costas, tendo o mesmo procedimento já descrito no parágrafo anterior.
            - Utilizar quebra-cabeças para dividir os alunos em grupos também é possível; para isto, escolha figuras, cole numa cartolina e no verso trace linhas para formar o quebra-cabeça e recorte; a quantidade de peças do quebra-cabeça dependerá da quantidade de componentes que você deseja para cada grupo. Antes de formar os grupos, misture as peças de todos os quebra-cabeças e oriente os alunos para que procurem outros colegas que tenham peças referentes a uma mesma figura e monte o quebra-cabeça.
Após a organização dos grupos, perguntem aos alunos o que acharam da forma para a divisão deles em grupos, reflita sobre a importância da integração entre eles e comece a atividade proposta. É interessante ter controle sobre o tempo da atividade, então estipule o tempo que durará a tarefa e no processo fiquem lembrando aos alunos sobre o tempo já decorrido ou o que ainda dispõem.
Para o resultado da atividade grupal, o tempo também deve ser bem controlado. Há diferentes formas de apresentação, podendo ser escolhida apenas uma pessoa do grupo para isto, ou todos do grupo apresentam uma parte, com uso apenas da voz ou com algum material disponibilizado(cartolina, pincel atômico etc) ou se deixar a critério deles, formas criativas vão aparecer, como esquete, música, poema, mímica etc.
Agregar o método de Divisão em grupos à aula expositiva é uma forma de dinamizar o ensino e proporcionar a participação dos discentes no processo de aprendizagem. Utilizá-lo na EBD é possível, observe e coloque em prática as orientações aqui expostas.


Por Sulamita Macedo.