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Escola Bíblica Dominical

Escola Bíblica Dominical
Coordenador Geral Ev. Jorge Augusto

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Subsídio Lição 3 - O crescimento do Reino de Deus



INTRODUÇÃO
- Na continuidade do estudo das parábolas, estudaremos a terceira e quarta parábolas narradas em Mateus 13, igualmente mencionada em Marcos 4, a saber, as parábolas do grão de mostarda e do fermento, onde Jesus, ainda tratando do reino de Deus, fala, agora, acerca de seu crescimento.
- O crescimento do reino de Deus é uma realidade, mas que tem de ser analisada sob o aspecto espiritual, pois o reino de Deus não é deste mundo (cfr. Jo.18:36a). O servo do Senhor não pode ser levado pela aparência enganosa.

I – AS CIRCUNSTÂNCIAS DAS PARÁBOLAS E AS PARÁBOLAS PROPRIAMENTE DITAS
(PARÁBOLAS DO GRÃO DE MOSTARDA E DO FERMENTO)
- Continuamos no capítulo 13 do evangelho segundo escreveu Mateus, onde Jesus continua a falar a respeito do reino de Deus, num instante em que começa a sofrer oposição dos judeus, a começar por Sua família. Ainda que não seja necessário vincular cronologicamente estes fatos com o momento do ensino da parábola, o evangelista, inspirado pelo Espírito Santo, quer nos fazer observar que a noção do reino de Deus é absolutamente necessária para o crente, que tem de ter consciência de que está no mundo, mas que não é do mundo (Jo.17:16).
- A terceira parábola registrada neste capítulo é a parábola do grão de mostarda, que também é reproduzida pelos dois outros evangelistas sinóticos (Mc.4:30-34 e Lc.13:18-21). Esta parábola está intimamente relacionada com a parábola do fermento (Mt.13:33; Lc.13:20,21), razão pela qual também a estudaremos nesta oportunidade, até porque não há lição especificamente sobre ela neste trimestre.
- A parábola do grão de mostarda começa com uma pergunta de Jesus, que é registrada por Marcos e por Lucas: a que assemelharemos o reino de Deus ou com que o compararemos? Vemos, pois, que a parábola tem em mira dar uma ideia do que é o reino de Deus. Jesus, então, diz que o reino de Deus é como um grão de mostarda que, sendo a menor das sementes entre as hortaliças, torna-se a maior de todas elas, fazendo-se árvore e na qual vão se aninhar as aves dos céus debaixo da sua sombra.
- Com relação à parábola do fermento, temos, novamente, a mesma indagação de Jesus feita na parábola do grão de mostarda: a que compararei o reino de Deus (Lc.13:20)? Para responder a esta questão, Jesus diz que o reino de Deus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e esconde em três medidas de farinha, até que tudo seja fermentado.


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Dinâmica Lição 03: O Crescimento do Reino de Deus


Dinâmica: Passaporte
 
Objetivo: Oportunizar estudo sobre a mensagem do Reino de Deus, a forma de ingresso e permanência nele.
 
Material:
01 passaporte com visto de permanência ou uma figura
 
Procedimento:
- Perguntem: Qual a forma de ingresso para o Reino de Deus?
- Aguardem as respostas.
- Resuma as respostas com a leitura de Jo 3. 3: “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus”.  Então, digam este é o passaporte para a entrada no Reino de Deus.
- Acrescentem que a mensagem do reino proclama o arrependimento (Mc 1.15)” ... O tempo está cumprido e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho”.
- Falem que o visto de permanência no Reino de Deus ocorre com a observância dos princípios deste reino. Leiam com os alunos as bem-aventuranças (Mt 5.3 a 11) de forma compartilhada, para dinamizar a leitura.
- Leiam também Gl 5. 22. Falem também que no Fruto do Espírito, encontramos outros valores para serem exercitados pelos integrantes do reino.
- Leiam ainda:
“Produzi pois frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8).
"Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado (Jo 15. 2,3).
"Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora..." (Jo 15:4-6).
- Para concluir, falem da necessidade da divulgação da mensagem do Reino de Deus para que outros sejam resgatados do reino das trevas.
 
Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Subsídio Lição 2 - Para ouvir e anunciar a Palavra de Deus


Resultado de imagem para palavra de Deus

INTRODUÇÃO
- Uma das parábolas mais conhecidas de Jesus é a parábola do semeador, que encerra uma lição preciosíssima a respeito da natureza do reino de Deus e de como se dá a salvação das almas.
- A parábola do semeador é uma das chamadas “parábolas do reino de Deus”, que se encontram reunidas, no evangelho segundo escreveu Mateus, no capítulo 13, um conjunto de sete parábolas que têm como propósito esclarecer os servos do Senhor a respeito do que significa o reino de Deus, estudo que, na teologia sistemática, envolve a chamada “basileilogia”, disciplina raramente encontrada, hodiernamente, nos cursos teológicos.
- Na parábola do semeador, Jesus mostra, claramente, o que é o processo da salvação e a participação divina e humana correspondentes.

I – AS CIRCUNSTÂNCIAS DA PARÁBOLA E A PARÁBOLA PROPRIAMENTE DITA
- Como vimos na primeira lição deste trimestre, as parábolas surgem explicitamente, no evangelho segundo escreveu Mateus, no capítulo 13, quando o evangelista descreve um momento particularmente difícil no ministério de Jesus, quando começa a tomar corpo a oposição por parte dos judeus, partindo da Sua própria família (Mt.12:46-50).
- Após ter mencionado este fato, Mateus registra sete parábolas de Jesus, inclusive vinculando o episódio à profecia do livro de Isaías (Mt.13:14), dentro do propósito principal do evangelista que é o de mostrar aos judeus que Jesus é o Messias prometido. Estas sete parábolas dizem respeito ao reino de Deus, que é o tema da pregação do Senhor, como nos revela Marcos no introito de seu evangelho (Mc.1:14).
- Ao ensinar a respeito do reino de Deus nas primeiras parábolas explícitas do evangelho, quando, deliberadamente, o Senhor anuncia que assim passaria a ensinar, é-nos mostrado que a prioridade para os discípulos do Senhor é ter consciência do que é o reino de Deus, que, afinal de contas, é o que será anunciado aos homens. A importância, pois, deste assunto está demonstrada não só por ter sido o primeiro tema tratado pelo Senhor por meio de parábolas, como também pelo número de parábolas que tiveram como tema o reino de Deus.
- Não devemos achar que Jesus tenha falado todas as sete parábolas do capítulo 13 de Mateus de uma só vez, partilhando, neste ponto, do pensamento de Russell Norman Champlin a respeito. Parece mais provável que o evangelista tenha, por uma questão de estilo, reunido num só capítulo todos os ensinamentos a respeito do reino de Deus, todas as parábolas proferidas por Jesus a este respeito. Todavia, esta circunstância não retira
o fato de Jesus ter dado prioridade a este assunto, bem assim ter mostrado que a realidade do reino de Deus é


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Dinâmica Lição 02: Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus



Dinâmica: Mais doce que o mel
 
Objetivo: Refletir sobre qual o tipo de coração está sendo lançado o ensino da Palavra de Deus.
 
Material:
Desenho de um caminho com aves, pedras e figura de sol, espinhos, terra fértil e sementes.
Figuras das 4 situações apresentadas na parábola do Semeador
01 figura de coração
01 sachê de mel ou bala de mel
 
Procedimento:
- Leiam a parábola do semeador – Mt 13. 3 a 8.
À medida que a leitura for efetuada, vocês apresentam figuras que dizem respeito as 4 situações da parábola(semelhante a esta abaixo).
Se preferir, vocês podem utilizar material, como: desenho de um caminho com aves, pedras e figura de sol, espinhos, terra fértil e sementes.
- Dividam a turma em 04 grupos e passem o material ou a figura referente a cada situação (uma para cada grupo).
- Orientem para que cada grupo reflita sobre a situação da parábola, associando-a ao ensino da Palavra de Deus nos dias atuais.
- Em seguida, os grupos devem apresentar o resultado de forma objetiva.
- Apresentem a figura do coração e falem: Que o nosso coração esteja com solo preparado e fértil para receber a semente que é a Palavra de Deus.
- Depois, leiam Sl 119.103: “Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca”.
- Para finalizar, entreguem para cada aluno 01 sachê de mel ou bala de mel.
 
Por Sulamita Macedo.
fonte:http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Subsídio Lição 1 - Parábola: uma lição para a vida



B) LIÇÃO Nº 1 – PARÁBOLA: UMA LIÇÃO PARA A VIDA
Ao ensinar por parábolas, Jesus não somente nos ensina as verdades espirituais com simplicidade, como também nos ensina a como devemos ensinar.

INTRODUÇÃO
- Jesus é o Mestre por excelência. O próprio Senhor reconheceu, mais de uma vez, durante o Seu ministério, esta Sua condição (Jo.13:13). Tanto assim é que Lucas resumiu o ministério de Jesus como sendo composto de ações e de ensinos (At.1:1). O uso das parábolas é uma das maiores demonstrações da capacidade extraordinária do Mestre Jesus.
- As parábolas de Jesus são um método e exemplo que nos mostram, claramente, que, no ensino da Palavra de Deus, jamais devemos menosprezar ou desprezar o ambiente cultural do ouvinte, como também nunca poderemos deixar de lado a necessidade extrema de nos fazer entendidos pelo auditório.

I – O QUE É PARÁBOLA
- A palavra “parábola” é grega. Vem de “parabolé” (παραβολή) que, por sua vez, é uma palavra composta de duas outras palavras, “para”(παρα) que quer dizer “ao lado de” e “bolé” (βολή), que era uma medida de distância correspondente um tiro de pedra (cfr. Lc.22:41). Na verdade, “bolé” é derivado de “ballo” (βαλλω), que significa lançar, jogar, arremessar. A palavra “parábola”, portanto, tem o sentido de “lançamento ao lado”, “arremesso ao lado”, um “lançamento feito com desvio de alvo”, ou seja, uma “aproximação”, uma “comparação”.
- No Antigo Testamento, a palavra traduzida por parábola é “mashal” ( משל ), que sempre designa uma comparação, uma ilustração que é feita para trazer ensinamentos espirituais, quase sempre vinculados a profecias, como nos ditos de Balaão (Nm.23:7,18;24:3,15,20), de Jó (Jó 27:1 e 29:1) ou nas profecias de Ezequiel(Ez.17:2; 18:2) e de Habacuque (Hc.2:6) ou pelo salmista (Sl.49:4). O salmista, aliás, deixou registrado o uso de parábolas pelo Messias (Sl.78:2).
- Por isso, no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é dito que a parábola “…é uma narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia .…”. A Bíblia On-Line da Sociedade Bíblica do Brasil define parábola como sendo “…geralmente história curta ou comparação baseada em fatos verdadeiros, com o fim de ensinar lições a respeito do Reino de Deus ou de sabedoria e moral.…” Diante da dificuldade ou da profundidade da mensagem que se quer transmitir, a pessoa acaba usando de algo aproximado, de uma comparação com elementos conhecidos pelos receptores da mensagem, fazendo, assim, com que a mensagem não seja transmitida com as ideias exatas, muitas vezes inatingíveis e incompreensíveis, mas através de uma aproximação, de uma comparação que consegue transmitir as ideias sem que a dificuldade delas impeça o conhecimento por parte do ouvinte. Por isso, há um “desvio”, fica-se “ao lado” das ideias, mas o “lançamento” é feito, a transmissão é efetuada.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Subsídio Lição 14 - Entre a Páscoa e o Pentecostes




INTRODUÇÃO
- Na conclusão do estudo do livro de Levítico, analisaremos a tipologia das festas da Páscoa e de Pentecostes.
- As festividades previstas na lei tipificam as verdades espirituais da vida cristã.

I – O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR
- Na conclusão do estudo do livro de Levítico, analisaremos duas das festividades previstas na lei, a saber, a Páscoa e o Pentecostes, que têm suas prescrições no capítulo 23 do livro de Levítico.
- Israel estava prestes a ser liberto da escravidão no Egito. O Senhor havia, com mão forte, mostrado que era o único Deus verdadeiro e que as divindades egípcias nada mais eram que fruto da imaginação humana.
- Para demonstrar que estava a surgir um tempo novo na história de Israel, determinou a Moisés que desse ciência aos israelitas que, doravante, eles estavam numa nova época, determina a instauração de um novo calendário, pois, a partir de então, se passaria a contar o tempo a partir desta nova realidade espiritual, da consolidação da formação da nação que seria propriedade peculiar de Deus entre os povos.
- Por isso, o mês de Abibe (também chamado de Nisã) (correspondente, em nosso calendário, aos meses de março e abril, início da primavera no hemisfério norte) passou a ser o primeiro dos meses (Ex.12:2), o dia em que se começou a contar o novo tempo para Israel, o tempo em que passou a ser um povo como tal.
- A determinação divina para que se instaurasse um novo calendário era mais uma medida de formação deste novo povo, que se distinguiria das outras nações, que eram resultado da dissolução da comunidade única pós-diluviana que havia se rebelado contra Deus no episódio da torre de Babel. Isto porque, naquele tempo, cada povo tinha o seu próprio calendário, a sua própria contagem dos tempos.
- Ao estabelecer um calendário, o Senhor estava a dizer, portanto, a Israel que ele era uma nação distinta das demais, um povo à parte dos demais e, simultaneamente, que quem deveria determinar o tempo para aquele povo era o próprio Deus, pois era Ele quem estava a instituir o calendário. Deus Se afirmava como o governante deste povo e que deveria este povo seguir o Seu tempo, a Sua contagem.

OBS: “…A Torá foi dada para trazer santidade ao mundo. Cada vez que uma mitsvá [mandamento, observação nossa] é observada, esta meta é trazida a um patamar mais próximo, quando mais outro lugar e mais outro momento ficam santos. A mitsvá faz com que a santidade seja sentida em duas dimensões: espaço e tempo, mas a maioria das mitsvot é limitada a um lugar ou temo específicos. Porém, a mitsvá de estabelecer um novo mês é a santificação do próprio tempo, pois todo o momento dentro de um determinado mês é dependente da hora exata em que aquele mês começa. Tempo é até mais geral e abrangente que espaço, já que a) Tempo foi cirado antes de espaço e, b) Nenhum lugar pode existir fora do tempo(…). Então, a mais genérica de todas as mitsvot é o estabelecimento do novo mês, razão pela foi escrita primeiro…” (A primeira mitsvá –
estabelecer o novo mês. In: CHUMASH: o livro de Êxodo, p.69).


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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Subsídio Lição 13 - As orações dos santos no altar de ouro



I – INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, estudaremos hoje o altar do incenso e a sua tipologia.
- Pela oração chegamos à presença de Deus.

I – O ALTAR DE OURO
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, analisaremos hoje o altar de ouro e a sua tipologia.
- O altar de ouro era uma peça do tabernáculo que ficava no lugar santo. Tinha comprimento de um côvado e largura de um côvado, sendo, portanto, quadrado, tendo dois côvados de altura. Era de madeira de cetim e devia ser coberto de ouro (Ex.30:1,2), o que o diferenciava, de pronto, do outro altar, o altar de sacrifícios, que ficava no pátio e era coberto de cobre (Ex.27:1,2).
- O altar de ouro deveria ser coberto de ouro, inclusive suas paredes e pontas, também tendo uma coroa de ouro ao redor. Deveria ter, também, duas argolas de ouro debaixo da sua coroa, duas argolas de cada lado, a fim de que nelas pudessem ser postos os varais, que seriam de madeira de cetim e também cobertos de ouro, a serem utilizados quando de sua locomoção (Ex.30:3,4).
- Mais uma vez, vemos aqui uma peça que tipifica o Senhor Jesus. A dupla natureza de Cristo é evidenciada no altar, que era de madeira mas coberto de ouro, a revelar o Cristo que é, a um só tempo, homem e Deus.
- O altar tinha uma função: era nele que se deveria queimar o incenso (Ex.30:1). Ora, o incenso simboliza as orações dos santos (Ap.5:8; 8:4) e o fato de o altar tipificar a Cristo já nos mostra que o Senhor Jesus é nosso exemplo maior de oração.
- As Escrituras mostram-nos que o Senhor Jesus, no exato instante em que deixou a Sua glória para Se fazer carne, fez uma oração (Hb.10:5-9), a nos mostrar que a oração é indispensável quando não nos encontramos na glória do Senhor e é o meio pelo qual podemos nos manter unidos à glória, mesmo dela não fazendo parte integralmente.
- Para Se manter unido com o Pai, mesmo Se humanizando, o Senhor Jesus passou a orar, ensinando-nos que é pela oração que nos manteremos unidos a Deus e conseguiremos adentrar na glória divina.
- Jesus estava a ponto de Se tornar um embrião no ventre de Maria, mas o simples fato de Se humanizar já criava a necessidade de ter a prática da oração. E nós, que nunca desfrutamos, como o Cristo, da glória eterna, mas cuja natureza nos destitui dela (Rm.3:23), como podemos pensar em manter uma vida de comunhão com o Senhor sem a oração?


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Dinâmica Lição 13: As Orações dos Santos no Altar de Ouro


Dinâmica: Caminhando em Oração

Objetivos:
Enfatizar que o incenso é uma simbologia da oração.
Compartilhar motivos de oração e agradecer as bênçãos recebidas.

Material:
01 tapete
Rosas
Pedras grandes e pequenas
Versículos bíblicos sobre oração.

Procedimento:
- Organizem o material da dinâmica, no meio da sala de aula da seguinte forma: tapete no chão, e sobre ele as rosas, as pedras e os versículos bíblicos.
- Expliquem o que cada objeto representa:
Tapete: caminho da vida cristã
Rosas: bênçãos recebidas
Pedras: as dificuldades que enfrentamos
Os versículos: a Palavra de Deus, na qual confiamos
- Peçam para que cada aluno passe pelo tapete e escolha dois objetos que representam o que ele está vivenciando, por exemplo:
Ele pode pegar uma pedra grande, por considerar o seu problema de difícil solução e ainda escolher um versículo, representando sua fé em Deus, que tudo pode.
Ele pode pegar uma pedra e uma rosa, o primeiro indica um problema que já teve e o segundo a vitória já alcançada.
- Para finalizar, façam uma oração de intercessão pelas dificuldades apresentadas e agradeçam pelas bênçãos já alcançadas.
Observações:
- Se sua classe funcionar dentro da Igreja e não houver outro espaço para realizar a dinâmica com o material já descrito, sugiro que utilize figuras de pedras e de rosas, coloque-as dentro de uma cesta, acrescentando os versículos. E mesmo sentados, passem a cesta e façam o mesmo procedimento anterior.
Ideia original desconhecida.


Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Subsídio Lição 12 - Os pães da proposição



INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo do livro de Levítico, analisaremos as disposições a respeito dos pães da proposição.
- Precisamos nos alimentar de Cristo, o pão da vida.

I – A MESA E OS PÃES DA PROPOSIÇÃO
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, analisaremos as disposições a respeito dos pães da proposição, que se encontram em Lv.24:5-9.
- Quando o Senhor deu o modelo do tabernáculo para Moisés, no monte Sinai, determinou que fosse feita uma mesa de madeira de cetim, com comprimento de dois côvados e largura de um côvado e altura de um côvado e meio, que seria coberta de ouro puro, com uma coroa de ouro ao redor e moldura ao redor, de largura de u’a mão, com quatro argolas de ouro, nos quatro cantos, nos seus quatro pés, sendo que, diante da mesa, deveriam ficar os varais que a levariam na locomoção, varais de madeira, igualmente cobertos de ouro (Ex.25:23-28; 37:10-16).
- Além da mesa, deveriam ser também feitos partos, colheres, cobertas e tigelas, tudo de ouro puro, para que fossem utilizados nas ministrações, inclusive no derramamento de licores (Ex.25:29).
- Nesta mesa, deveriam ser postos os pães da proposição perante a face do Senhor continuamente (Ex.25:30).
- Como ensina o pastor Abraão de Almeida: “…Essa mesa, que também se chamava Mesa da Presença, tinha um metro de comprimento, por 50 centímetros de largura e 75 de altura. Sobre ela ficavam os 12 pães da presença, representando todo o povo de Deus…” (O tabernáculo e a igreja: entrando com ousadia no santuário de Deus, p.25. Digitaliz. por Levita).
- Esta mesa, como tudo no tabernáculo, tipifica o Senhor Jesus. A começar pelo fato de ser de madeira de cetim coberta de ouro, a indicar a dupla natureza de Nosso Senhor e Salvador: a madeira representa a humanidade de Cristo, enquanto que o ouro, a Sua divindade.
- A humanidade, surgida quando da encarnação (Jo.1:14), foi coberta pela divindade, ou seja, Deus Se fez homem, como homem viveu, sendo a expressa imagem e semelhança de Deus, já que não pecou, tendo, então, tomado o lugar do pecador e obtido a salvação pela Sua morte e, como tal, ressuscitado, em corpo glorificado, subindo aos céus, assentando-se à destra da majestade nas alturas (Hb.1:3), numa clara demonstração de que aqueles que crerem em Cristo, também serão feitos à imagem e semelhança de Deus
por força do novo nascimento e, ao final, serão glorificados, passando a ser semelhantes ao Senhor Jesus (I Jo.3:2,3).


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Dinâmica Lição 12: Os Pães da Proposição


Dinâmica: Tesouro Escondido
Objetivos:
Enfatizar que a Palavra de Deus é o pão que alimenta espiritualmente o cristão.
Incentivar a leitura bíblica e a observância da Palavra de Deus.
Material:
01 Bíblia pequena
01 caixa em forma de coração.
Observação: A Bíblia deve caber dentro da caixa.
Procedimento:
Antes da aula: Coloquem a Bíblia dentro da caixa.
Durante a aula:
- Falem que dentro da caixa há um objeto. Passem a caixa para cada aluno, para que descubram o que há dentro; orientem que podem balançar a caixa, mas não podem abri-la.
- Se alguém descobrir, abram a caixa, mostrem a Bíblia e leiam Salmo 119:11: “Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.
- Se não descobrirem o conteúdo da caixa, façam o mesmo procedimento do item anterior.
- Reflitam sobre a expressão do versículo lido “escondi a tua palavra”.
- Para concluir, falem sobre a importância da leitura bíblica e da obediência a Palavra de Deus, além do seu ensino, pois é alimento espiritual para o cristão.
Por Sulamita Macedo.
fonte:http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

Lição 12 - O movimento pentecostal no Brasil - Adolescentes

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Lição 12 - Elias, um profeta de milagres - Juniores

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Lição 12 - Os amigos que cantaram na prisão - Jardim de Infância

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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Subsídio Lição 11 - A lâmpada arderá continuamente



INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo do livro de Levítico, falaremos a respeito do ardor contínuo das lâmpadas e do fogo do altar.
- A perseverança é condição para a salvação.

I – O FOGO DO ALTAR
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, analisaremos hoje a questão da perseverança, que é tipificada por duas disposições do culto da antiga aliança, quais sejam, as que dizem respeito ao fogo do altar de cobre e às lâmpadas do candelabro, que ficava no lugar santo.
- Ambas as disposições têm em comum a ordem para que houvesse o ardor contínuo, ou seja, o fogo deveria queimar ininterruptamente no altar de cobre, onde eram feitos os sacrifícios, como também as lâmpadas deveriam ser alimentadas com azeite de modo contínuo, para que, igualmente sem interrupção, fosse iluminado o lugar santo.
- Esta continuidade tipifica a perseverança, que é uma condição para a salvação, pois o Senhor Jesus, em Seu sermão profético, disse que só aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt.24:13), tipificação que mostra, com absoluta clareza, que se faz necessária a contribuição humana para que se tenha a manutenção da iluminação espiritual que nos adveio da parte do Espírito Santo quando cremos em Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de nossas vidas.
- Na Versão Almeida Revista e Corrigida, esta continuidade exigida em ambas as disposições da lei mosaica que estaremos a analisar é expressada pelo uso do advérbio “continuamente”, que, em Levítico, aparece em cinco oportunidades, uma com referência ao fogo do altar (Lv.6:13) e quatro, com relação às lâmpadas do candelabro (Lv.24:2,3,4,8).
- Trata-se da palavra hebraica “tâmîdh” ( תמיד ) , “…de uma raiz desusada que significa estender; (propriamente) continuação (como extensão indefinida); mas é usada apenas como (atributivamente como adjetivo) constante ou (como advérbio) constantemente; elipticamente, o sacrifício (diário) regular;
continuamente, perpetuamente, (de) contínuo, sempre, incessantemente, sem cessar, contínuo, vitalício, constantemente, diário. Substantivo masculino que significa continuidade. Esta palavra normalmente se refere a ações concernentes a rituais religioso: Deus ordenou que os israelitas apresentassem continuamente o pão da proposição sobre uma mesa no Tabernáculo (Ex.25:30). Semelhantemente, o pão especial deveria ser colocado sobre a mesa continuamente a cada sábado (Lv.24:8). A hora das refeições também podia ser vista como seguindo um padrão definido: Davi ordenou que Mefibosete sempre comesse com ele (II Sm.9:7). Sob outra ótica, o salmista se referiu a Deus como aquele a quem ele podia continuamente recorrer em momento de necessidade (Sl.71:3)” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave. Dicionário do Antigo Testamento, verbete 8548, pp.2005-6) (destaques originais).

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Dinâmica Lição 11: A Lâmpada Arderá Continuamente


Dinâmica: Luz do Mundo

Objetivo: Refletir sobre a atitude do crente como luz do mundo.

Material:
01 prato
01 copo transparente
 01 vela
Água
01 caixa de palito de fósforos ou isqueiro.

Procedimento:
- Falem que o crente é luz do mundo e acendam a vela e a coloquem no centro do prato, em posição vertical, observando se a mesma está firme.
- Coloquem a água no prato, tendo cuidado para não transbordar. Falem que o crente, representando pela vela acesa, é luz do mundo. O meio em vivemos está simbolizado pelo prato e a água é a Palavra de Deus. Leiam Ef. 5.26.
- Falem ainda, que estamos no mundo, mas temos a Palavra de Deus como guia na vida cristã, além de gozarmos da purificação, santificação. Leiam Sl. 119.105.
- Falem ainda, que o copo representará aquilo que pode apagar nossa luz, como: a desobediência, não vencer as tentações, a prática de coisas ilícitas etc. Então, em seguida, coloquem o copo emborcado sobre a vela.
- Perguntem: O que aconteceu? Mostrem para os alunos as reações ocorridas.
Além da vela ter se apagado, toda a água foi sugada para dentro do copo! Que lições podemos tirar deste procedimento?
- Para finalizar, leiam: Mt 5. 14 a 16 e Rm 12. 2.
Ideia original desconhecida.


Esta versão da dinâmica por Sulamita Macêdo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Subsídio Lição 10: Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz


INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, estudaremos as ofertas pacíficas.
- Os sacrifícios pacíficos serviam para louvor, gratidão e adoração a Deus.

I – AS OFERTAS DE MANJARES
- Na sequência do estudo do livro de Levítico, estudaremos as ofertas pacíficas.
- Após ter cuidado dos sacrifícios de holocaustos, o livro de Levítico passa a tratar das ofertas de manjares, ou seja, de ofertas a Deus de vegetais, ofertas que eram feitas para louvor, adoração e gratidão a Deus.
- A existência deste tipo de sacrifício mostra que o relacionamento entre Deus e o homem vai muito além da reconciliação, ou seja, do restabelecimento da comunhão entre o Criador e a Sua mais sublime criatura sobre a face da Terra mediante o perdão dos pecados.
- Quando Deus criou o homem, fê-lo um ser santo e reto (Ec.7:29), de modo que o relacionamento que deveria haver entre Deus e o ser humano nada tinha que ver com o pecado, era algo natural e que levava o homem a adorar a Deus e a desfrutar da Sua companhia, como, aliás, ocorrerá depois que o mal for completamente derrotado após o final da história (Ap.21:3).
- Assim, ao estabelecer as ofertas pacíficas, o culto levítico revela esta realidade de que o homem foi criado para se relacionar com o seu Deus, o seu Criador, louvando-O, adorando-O e Lhe sendo grato.
- Tais ofertas pacíficas também tipificam o relacionamento que deve haver entre Deus e o Seu povo na dispensação da graça. Sim, após termos sido salvos por Cristo Jesus, somos postos em comunhão com o Senhor e temos de nos relacionar com Ele continuamente. Este relacionamento é figurado nas ofertas pacíficas.
- Aliás, o nome de “ofertas pacíficas” ou “ofertas de paz”, ou, ainda, “sacrifícios pacíficos” ou “sacrifícios de paz” é muito elucidativo. Como se sabe, a palavra “paz” em hebraico é “shalom” ( שלם ), cujo significado é “estar completo”, “concluir”, “terminar”, “tornar cheio”. Assim, quando se fala em “oferta pacífica” se fala em oferta de quem está em comunhão, alguém que está completo, e o ser humano somente está completo quando está em estado de amizade com o seu Criador, pois foi feito à imagem e semelhança de Deus e jamais poderá ser considerado íntegro, completo, realizado, se não estiver em comunhão com o
Senhor, pois, aí sim, poderá refletir a imagem do Criador, vivendo semelhantemente a Ele.
- Assim, a oferta pacífica revela a oferta de quem está em comunhão com o Senhor, uma atitude própria de quem não se encontra em pecado e quer simplesmente agradecer, louvar ou adorar a Deus, a reação de quem

Para continuar lendo este artigo baixe o anexo no link abaixo.








Dinâmica Lição 10: Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz


Dinâmica: Ação de Graças

Objetivos:
Enfatizar a importância do agradecimento a Deus por seus benefícios.
Introduzir o estudo sobre o sacrifício pacífico.

Material:
01 pote de vidro ou de outro material

Procedimento:
- Comecem contando a história abaixo:
Um certo homem entrou numa loja que tinha o nome Loja de Deus, nela ele encontrou muitas coisas, como: caixa de felicidade, de alegria e de amor, pacote de sabedoria e de humildade, pote de ser agradecido etc. O homem perguntou quanto custava e para sua surpresa era tudo gratuito e fornecido em forma de sementes(Autoria do texto desconhecida; esta versão foi adaptada por Sulamita Macedo).
- Depois, entreguem para os alunos um ¼ de uma folha com uma figura de uma semente ou uma semente colada.
- Peçam para que os alunos voluntariamente escrevam o que desejam agradecer a Deus.
- Peçam que uns 05 alunos socializem o que estão agradecendo de forma bem objetiva.
- Apresentem o pote de vidro(ou outro objeto) com o rótulo “Ações de Graças” e coloquem todos os papéis preenchidos pelos alunos.
- Falem: Neste pote estão os nossos agradecimentos a Deus, uma forma de adoração a Deus. Na lição de hoje, vamos estudar sobre o sacrifício pacífico, que era uma maneira do povo de Israel agradecer a Deus por seus benefícios. Vamos aprender sobre isto?


Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Subsídio da Lição Nº 9 – Jesus, O Holocausto Perfeito





INTRODUÇÃO

– Na sequência do estudo do livro de Levítico, estudaremos hoje o sacrifício do holocausto e a sua tipologia.
– O sacrifício de holocausto tipifica a entrega total de Jesus para nos salvar.


I – O SACRIFÍCIO DE HOLOCAUSTO DE GADO

– Na sequência do estudo do livro de Levítico, estudaremos hoje o sacrifício de holocausto e a sua tipologia.

– O livro de Levítico começa com normas referentes a como se deveria dar o sacrifício de holocausto (Lv.1:2-17).

– A palavra “holocausto” é de origem grega (“olokautoma” – ολοκαυτωμα),cujo significado é “totalmente queimado”, utilizada na Septuaginta (a primeira versão do texto bíblico para o grego), que traduz a palavra hebraica “’olah” (עלה), cujo significado é “aquilo que sobe”, “oferta queimada”, querendo, com isto, indicar algo que, por ter sido totalmente queimado, sobe como fumaça. 

– Portanto, o sacrifício de holocausto era uma oferta que seria totalmente queimada no altar, uma oferta integral, em que tudo seria consumido pelo fogo, tornando-se em “fumaça” que subiria à presença de Deus.

– De pronto, vemos nesta espécie de sacrifício um oferecimento inteiro a Deus, um consumo total para o Senhor, um total aniquilamento do ser para se fazer agradável à divindade, uma completa anulação em prol do Ser Supremo.

– Isto nos faz lembrar o convite do Senhor Jesus para aqueles que quisessem ser Seus seguidores:

“Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me” (Mt.16:24). Esta renúncia de si mesmo é a primeira atitude que o Senhor exige para quem quer ser Seu discípulo, e tal renúncia nos faz lembrar o sacrifício de holocausto, onde há uma entrega total.

– Esta ideia da renúncia, aliás, em dias de individualismo que marcam os últimos tempos da dispensação da graça (II Tm.3:1,2), é algo que se encontra “fora de moda” nos círculos sedizentes cristãos e isto pode ser observado nas mínimas coisas.

Antigamente, era muito comum utilizar-se a expressão “entregar-se a Jesus Cristo”. Hoje em dia, é muito mais corriqueiro dizer “aceitar Jesus Cristo”, precisamente porque esta ideia de entrega, de renúncia total não encontra guarida na cultura de sobrevalorização do ser humano, do individualismo, dos “homens amantes de si mesmo”.

– A oferta de holocausto, quando fosse de gado, deveria ser de macho sem mancha, que deveria ser trazido à porta da tenda da congregação de forma voluntária e espontânea pelo ofertante, que punha sua mão sobre a cabeça do holocausto para que fosse aceito por ele, para sua expiação.

Aí o animal era degolado perante o Senhor e os filhos de Arão, os sacerdotes ofereciam o sangue e o espargiam à roda sobre l altar de cobre. O holocausto, então, era esfolado e partido em pedaços.

Os sacerdotes, então, punham fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo, punham, também, em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha, mas a fressura e as suas pernas lavavam com água e tudo era queimado sobre o altar (Lv.1:3-9).

– Este cerimonial fala-nos claramente a respeito do sacrifício de Cristo sobre a cruz do Calvário, o único sacrifício perfeito que tirou o pecado do mundo (Jo.1:29; Hb.9:26; 10:12). Senão vejamos.

– Por primeiro, temos que o holocausto de gado deveria ser feito com um animal macho sem mancha. Ora, isto nos fala claramente do Senhor Jesus, que foi o varão sem pecado que viveu sobre a face da Terra (At.17:31; Jo.8:46; Lc.23:4; Hb.4:15).

– Jesus Se humanizou e, como tal, tinha de ser sexuado, pois Deus criou o ser humano em tal condição (Gn.1:27) e o Senhor nasceu como varão, como homem do sexo masculino, motivo por que, na oferta de holocausto, o animal a ser sacrificado necessariamente deveria ser um macho.

– No entanto, Jesus, embora tenha Se humanizado, foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc.1:34,35), sendo, assim, o último Adão (I Co.15:45), o homem reto saído diretamente das mãos de Deus 9Ec.7:29), daí porque ser o macho sem mancha a oferta do sacrifício de holocausto.

– Não é por outro motivo, aliás, que a Igreja, que é o corpo de Cristo (I Co.12:27), deve se apresentar a Deus imaculada, ou seja, sem mancha (Ef.5:27).

– Por segundo, a oferta tinha de ser levada até a porta da tenda da congregação. A tenda da congregação era a parte coberta seja do tabernáculo, seja dos dois templos, onde ficavam os dois compartimentos – os lugares santo e santíssimo.

A tenda da congregação também era chamada de “santuário”, porque era o lugar separado do local de adoração, o local onde o povo não tinha acesso.

– Na porta da tenda da congregação, ficava o altar de cobre, o altar de sacrifícios, peça que representa o juízo de Deus sobre o pecado do homem, daí o material ser coberto de cobre (ou bronze), que simboliza, precisamente, o juízo divino.

Não há como se poder entrar no santuário se não se passa, antes, pelo altar de sacrifícios, se não há, previamente, derramamento de sangue, pois sem derramamento de sangue não há remissão (Hb.9:22).

A entrega de uma vida, uma morte se fazia necessária para pôr fim à inimizade que existia entre Deus e a humanidade por causa do pecado, para que se voltasse a ter comunhão entre o Criador e a sua mais sublime criatura sobre a face da Terra.

É preciso uma vida pura (e o sangue simboliza a vida – Gn.9:4) para resgatar a morte gerada pelo pecado (Rm.6:23).



– Já na revelação da promessa da salvação, feita pelo próprio Deus no Éden para o primeiro casal, o derramamento do sangue se mostrou uma necessidade.

Deus, ao anunciar a promessa, disse que a semente da mulher, que promoveria o restabelecimento da amizade do homem com Deus, teria ferido o seu calcanhar (Gn.3:15), isto já mostrando que se derramaria sangue para que se restabelecesse a comunhão entre o Senhor e a humanidade.

– Em seguida, para que o primeiro casal tivesse vestimentas decentes para poder se cobrir, em virtude da própria prática do pecado, Deus sacrificou um animal para lhes prover túnicas de peles (Gn.3:21), a mostrar que a solução para o pecado exigiria derramamento de sangue.

– Por terceiro, o ofertante deveria levar o animal de livre e espontânea vontade, ou seja, a oferta teria de ser voluntária. Isto nos fala do caráter voluntário do sacrifício de Cristo.

O Senhor Jesus entregou-Se, deu a Sua vida, veio para ser morto em nosso lugar, veio para morrer por nós (Jo.10:15-18;12:23-27).

– Por quarto, o ofertante, trazendo o animal até a porta da tenda da congregação, deveria pôr a sua mão sobre a cabeça do animal, para que fosse aceito por ele, para a sua expiação.

Temos aqui a indicação clara do caráter vicário do sacrifício de Cristo, ou seja, o Senhor Jesus assumiria o lugar do pecador, morreria no lugar do pecador, para alcançar a sua redenção, a sua salvação.

– Jesus tomou o lugar do pecador, foi a oferta substitutiva do pecador e a isto que se chama “morte vicária”, pois “vicário” significa “substituto”, “no lugar de”. O macho sem mancha assumia o lugar do ofertante.

Ao se pôr a mão sobre a cabeça do animal, o pecador estava a dizer que ele é que mereceria morrer, mas o animal morreria em seu lugar. Ele como que transferia os seus pecados para o animal, que, então, derramava seu sangue para cobrir o pecado cometido.

– O Senhor Jesus era o justo que tomou o lugar dos injustos, o santo que tomou o lugar dos pecadores e morreu em nosso lugar (Rm.5:6-8; I Pe.3:18), pagando o preço da redenção dos nossos pecados, o preço incomparável, muito maior que ouro e prata (I Pe.1:18-20).

– Por quinto, o animal era degolado e o sangue era totalmente derramado no altar. Jesus derramou todo o Seu sangue na cruz do Calvário, tanto que, quando ressuscitou, tinha carne e ossos, mas não tinha sangue, porque ele todo foi vertido por nós em Seu sacrifício (Lc.24:39).

– Por sexto, o animal era esfolado e partido em pedaços. Isto poderá trazer algum espanto, já que, sabemos, que o corpo de Cristo não foi partido, foi mantido íntegro (Jo.19:33-36), como, aliás, estava profetizado (Sl.34:20). Como, então, a vítima do holocausto poderia representar Cristo?

– Neste ponto, devemos lembrar o que nos ensina o próprio Jesus Cristo, que disse que seria como o grão de trigo que, caindo na terra, morre e dá muito fruto (Jo.12:24-26).

A oferta do holocausto de gado, assim que era morta, era esfolada e partida em pedaços, e isto significa precisamente o que fez o Senhor Jesus.

Ao morrer, Cristo fez surgir a Igreja, esta multidão composta de pessoas de todas as tribos e nações (Ap.5:9,10).

– Por sétimo, os sacerdotes punham fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Isto nos fala a respeito de duas coisas basicamente.

A primeira, é que a lenha, sendo madeira, representa a humanidade de Cristo. Cristo Se fez homem, humilhando-Se até a morte e morte de cruz, para nos salvar (Fp.2:7,8).

Se não tivesse Se humanizado, o Senhor jamais poderia morrer e assumir nosso lugar. A encarnação de Cristo é uma demonstração de humildade e uma necessidade para que pudesse haver a salvação da humanidade.

– De igual maneira, nossa conformação à imagem de Cristo (Rm.8:29) é necessária para que atinjamos o estágio último do processo da salvação, que é a glorificação.

Jesus tomou a forma de homem para nos salvar, nós somente seremos salvos se buscarmos ter a imagem de Cristo, se formos imagem e semelhança de Deus, que é a nova criatura gerada por Deus (Ef.4:24; II Co.5:17; Gl.6:15; I Pe.1:23).

– A outra coisa a que nos remete a lenha é a circunstância de que a morte de cruz representa uma maldição, pois maldito era aquele que morria no madeiro (Dt.21:23; Gl.3:13).

Jesus Se tornou maldito por nós, assumiu a nossa maldição, tomou sobre si o castigo divino reservado aos pecadores (Is.53:5).

– Por oitavo, as partes e os pedaços do animal eram ordenados sobre a lenha que estava no fogo em cima do altar.

Isto nos mostra que o corpo de Cristo está fundado sobre o sacrifício do Calvário, ou seja, toda a base da Igreja se encontra na salvação operada por Jesus.

Por isso, aliás, o apóstolo Paulo fazia questão de dizer que não se propunha saber senão Cristo e Este, crucificado (I Co.2:2). A Igreja deve pregar o Evangelho e o Evangelho é a palavra da cruz (I Co.1:18,23,24).

– Mas isto também nos mostra que há uma ordem na Igreja de Cristo, que não se pode agradar a Deus se tudo não for feito com ordem e decência, pois nosso Deus não é Deus de confusão (I Co.14:33).

Se o altar não estiver em ordem, Deus não Se agrada do sacrifício, como podemos ver no exemplo do desafio entre Elias e os profetas de Baal e Asera (I Rs.18:30).

– A Igreja é um povo adquirido pelo Senhor Jesus (I Pe.2:9), aquisição ocorrida precisamente quando do pagamento do preço de nossos pecados no sacrifício da cruz do Calvário (I Co.6:20; 7:23), e, como tal, foi organizado a partir da sua cabeça, que é o Senhor Jesus (Ef.1:22; 5:23), que constituiu ministros para ela (Ef.4:11).

Destarte, a ordem constante do altar fala-nos desta ordem que deve ter a Igreja e como ela é fundamental para que tenhamos a manifestação da glória de Deus por meio do povo de Deus.

– Por nono, a fressura e as pernas do animal eram lavados com água, ou seja, as vísceras do animal assim como as suas pernas eram lavadas com água, pois era precisamente o que seria oferecido.

Esta lavagem com água fala-nos da Palavra de Deus, pois é ela que nos limpa, como afirmou o Senhor Jesus (Jo.15:3), a “lavagem da água pela Palavra” (Ef.5:26), a lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo (Tt.3:5).

– Se não nascermos da água e do Espírito, jamais entraremos no reino de Deus (Jo.3:5), de modo que se faz necessário que sempre sejamos lavados pela Palavra e fortalecidos pelo Espírito Santo em nossa jornada para o céu, até porque, se assim não se fizer,

jamais poderemos oferecer ao Senhor um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o nosso culto racional (Rm.12:1), pois, antes de haver a queima do sacrifício e subir ele como cheiro suave ao Senhor (Lv.1:9), era necessária esta lavagem com água da fressura e das pernas do animal.

– Veja-se que o que era lavado era a fressura do animal, ou seja, as suas vísceras, o que nos fala a respeito do interior. Devemos iniciar a nossa santificação a partir do espírito e da alma, que são o homem interior. 

Este homem interior tem de ter prazer na lei do Senhor, bem como deve ser corroborado com poder pelo Espírito Santo (I Ts.5:23; Rm.7:22; Ef.3:16), devendo renovar-se de dia em dia (II Co.4:16).

– Existe um dito muito repetido nos círculos eclesiásticos, e totalmente sem base bíblica, de que a “Palavra de Deus se renova a cada dia”, o que não é verdadeiro, pois a Palavra de Deus jamais envelhece, pelo contrário, ela permanece para sempre (I Pe.1:25) e o que envelhece está perto de acabar (Hb.8:13).

Se a Palavra para sempre permanece, nunca fica velha e, portanto, não há que se falar que ela se renove.

– Quem tem de se renovar a cada dia somos nós, mais precisamente o homem interior e este homem interior o fará mediante a lavagem da água, pela Palavra, e a regeneração e renovação do Espírito Santo. 

– Por isso, muito apropriado o que dispõe o item 6 do Cremos da Declaração de Fé das Assembleias de Deus:

“Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento ´pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo.3:3-8; Ef.2:8,9)”.

A lavagem da fressura e das pernas do animal mostra a necessidade que temos de nos manter em santidade, santidade esta que só é possível mediante a “lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”, mediante a “lavagem da água, pela Palavra”.

– Por isso, muitos, apesar de terem sido alvo do perdão dos pecados, não se tornam agradáveis a Deus, pois não se deixam ser limpos pela Palavra.

Resistem ao Espírito Santo, endurecem a sua cerviz, repetindo, assim, os erros da maior parte dos israelitas ao longo da história sagrada, como foi denunciado por Estêvão no seu conhecido sermão (At.7:51-53).

Para que o sacrifício se apresentasse como cheiro suave ao Senhor, antes a fressura e as pernas deveriam ser lavadas com água.

– A fressura, como já dissemos, representa o interior do homem, o que, às vezes, a Bíblia denomina de “coração”.

O homem tem um coração mau, onde está a fonte de todos os pecados (Mt.15:19,20). Do coração procedem as saídas da vida (Pv.4:23), de modo que temos de purificar o nosso coração, purificação que se dá única e exclusivamente pela Palavra de Deus e pela atuação do Espírito Santo (At.15:8; II Co.1:21,22; Gl.4:6; Tg.4:8).

– As pernas do animal falam-nos das nossas atitudes, porquanto, com as pernas, os animais ofertados se locomoviam, andavam e nós devemos andar segundo o espírito (Rm.8:1), andar em Espírito (Gl.5:16), em amor (Ef.5:2), como filhos da luz (Ef.5:8), em Cristo Jesus (Cl.2:6), com sabedoria (Cl.4:5), para agradar a Deus (I Ts.4:1), em temor (I Pe.1:17).

– Este proceder de forma agradável a Deus somente é possível se nos submetermos à “lavagem da água pela Palavra” e a “lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo”.

Por isso, antes de subir como cheiro suave ao Senhor, a oferta do holocausto deveria ter a fressura e as pernas do animal devidamente lavadas com água.

– Por décimo, o sacerdote tudo queimava sobre o altar. Tem-se aqui, propriamente, o “holocausto”, ou seja, a queima total.

Todo o animal deveria ser consumido no altar, devia tornar-se em “nada”, em “fumaça que subia” à presença de Deus. 

– Esta queima total simboliza a entrega total de Cristo para a nossa salvação. Cristo Se deu por nós, como já dissemos supra.

A queima dos pedaços do animal, já esfolado e partido, significa a necessidade que cada salvo na pessoa de Jesus Cristo tem de se entregar totalmente ao Senhor, de viver única e exclusivamente para a glorificação do nome do Senhor.

– Quando celebramos a ceia do Senhor e tomamos o pão, que é partido para nosso consumo (I Co.11:23,24), estamos a relembrar esta mesma situação tipificada na oferta do holocausto, pois cada pedaço de pão é, também, consumido pelos que participam da ceia,

pão que simboliza o corpo de Cristo, ou seja, a Sua Igreja (I Co.11:24), representando o amor fraternal que deve haver entre cada participante deste corpo, de cada membro em particular (I Co.12:27).

– O amor fraternal, absolutamente necessário para os salvos (Rm.12:10; I Ts.4:9; Hb.13:1; I Pe.1:22; II Pe.1:7), revela esta imperiosa entrega que cada cristã deve ter, numa vida de total entrega ao Senhor, inclusive para fazer bem e servir aos demais, a exemplo do Senhor Jesus, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mt.20:28; Mc.10:45).

– Por isso mesmo, o apóstolo Paulo afirmou estar se gastando e se deixando gastar pelos crentes de Corinto, ainda que, amando-os cada vez mais, fosse cada vez menos amado (II Co.12:15), fazendo isto de muito boa vontade, como deve agir todo servo de Cristo Jesus.

– O amor fraternal leva-nos a entregar nossas vidas pelos nossos irmãos, porque o primogênito dentre os irmãos (Rm.8:29) o fez por nós, pois é aí que se mostra o amor de Deus em nós, pois ninguém tem maior amor do que este, de dar a sua vida pelos seus amigos (Jo.15:13).

– Somente seremos verdadeiros discípulos de Cristo se nos amarmos uns aos outros (Jo.13:35), este é a verdadeira credencial de quem se diz integrante do corpo de Cristo e esta queima total dos pedaços do animal ofertado simboliza esta entrega, este amor fraternal, que nada mais é que seguir o exemplo do maior amor, o amor de Cristo por nós.

– Por décimo segundo, a fumaça subia como cheiro suave ao Senhor, ou seja, cumpridos todos os requisitos, este consumo total agradava a Deus, era-Lhe agradável, como, aliás, foi o sacrifício de gratidão efetuado por Noé após o dilúvio, sacrifício que atingiu o coração de Deus (Gn.8:20-22).

– Quando apresentamos a entrega total de nossas vidas ao Senhor, isto Lhe é agradável, quando passamos a nos amar uns aos outros, a servir e a não ser servidos, não resta dúvida de que agradamos a Deus e a nossa missão é aqui agradar ao Senhor, pois não poderemos nos qualificar como servos de Cristo se não o fizermos (Gl.1:10).

O nosso culto racional somente será aceito pelo Senhor se nosso sacrifício for agradável e nesta agradabilidade se encontra o amor fraternal.

– O sacrifício de holocausto simboliza a submissão à vontade divina, aquela mesma disposição que o Senhor Jesus tinha, a ponto de dizer que fazer a vontade do Pai era a Sua própria comida (Jo.4:34).

Não podemos ter qualquer reserva em relação ao Senhor, devemos nos sujeitar a Ele plenamente, fazendo única e exclusivamente a Sua vontade, temos de nos renunciar a nós mesmos.

– Verdade é que o sacrifício de holocausto tem uma diferença essencial com relação ao sacrifício de Cristo.

É que o sacrifício de holocausto servia única e exclusivamente para aquela finalidade, para aquele pecado cometido, e, ademais, cobria o pecado (Sl.32:1), que não era retirado, pois o sangue de animais jamais poderia fazê-lo (Hb.9:11-14).

– O sacrifício de Cristo, único e perfeito, foi imediatamente aceito por Deus, tanto que o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt.27:51; Mc.15:38; Lc.23:45).

Seu sacrifício subiu como cheiro suave ao Senhor e o pecado foi retirado, o que não se dava com os sacrifícios continuamente oferecidos durante o culto levítico (Hb.9:24-28).

– Eis a razão pela qual o título de nossa lição é “Jesus, o holocausto perfeito”, pois a entrega de Si mesmo feita pelo Senhor Jesus se coaduna perfeitamente com a ideia de holocausto, pois tudo foi consumido em nosso favor, em favor da humanidade, mas de forma definitiva, permanente, pois o preço dos pecados foi pago, o que somente se poderia fazer mediante a morte do último Adão no lugar de todos os seres humanos.

É um sacrifício permanente, definitivo e que tira o pecado do mundo.


II – OUTROS SACRIFÍCIOS DE HOLOCAUSTO

– Mas não é este o único sacrifício de holocausto regrado no livro de Levítico. Logo em seguida a toda a ritualística do sacrifício de holocausto de gado, há o regramento do sacrifício de holocausto de gado miúdo, de ovelhas ou de cabras (Lv.1:10-13).

– Neste tipo de sacrifício, tem-se, assim como no holocausto de gado, a exigência de que o animal fosse macho sem mancha, que deveria ser degolado ao lado do altar para a banda do norte, perante o Senhor, havendo aqui uma diferença, pois, em vez de se estar à porta da tenda da congregação, se estaria na banda do norte do altar de cobre, que era quadrado.

– Tal distinção não altera, em coisa alguma, a tipologia, pois o mesmo se deve à própria organização dos serviços, pois o altar era único e os animais aí tratados de menor porte, de sorte que se deveria ter espaço bastante para todas as matanças de animais que eram oferecidos aos sacerdotes.

– Tal racionalização do espaço mostra, porém, a preocupação que tinha o Senhor de permitir que todos pudessem fazer as suas ofertas, sem congestionamento dos ofertantes em longas filas, que pudessem inviabilizar o cumprimento da disposição de oferecer sacrifícios a Deus, ou seja, o interesse divino em que as pessoas O adorassem e com Ele entrassem em comunhão.

– Não há motivo algum que nos permita “burocratizar” a entrada em comunhão de alguém com Deus.

Devemos estar sempre prontos a permitir que as pessoas confessem e deixem os seus pecados para alcançar a misericórdia. Devemos sempre facilitar o acesso das pessoas ao Senhor.

Temos feito isto, ou, pelo contrário, temos criado uma inadmissível “burocratização”, que faz com que copiemos a trágica atitude dos fariseus que punham sobre os seus prosélitos uma imensa quantidade de ordenanças e mandamentos que não estavam presentes na lei mosaica (Mt.23:3,4).

– No mais, o sacrifício segue praticamente o mesmo regramento do sacrifício de holocausto de gado, com a divisão em pedaços do animal, a colocação destas partes em ordem sobre a lenha que está no fogo sobre o altar, com a lavagem com água da fressura e das pernas, com a oferta e queima de tudo.

– A seguir, o texto bíblico trata do sacrifício de holocausto de aves, com oferta de rolas ou de pombinhos (Lv.1:14-17), onde, também em razão do tamanho do animal, a matança se dá sobre o altar, mediante a torcida do pescoço com a unha do sacerdote, queimando-o sobre o altar, sem qualquer divisão em pedaços, com o seu sangue sendo espremido na parede do altar.

O papo e as penas eram tirados e o lançavam junto ao altar para a banda do oriente no lugar da cinza, em seguida, fendendo a ave com as suas asas, mas não a partindo e a queimando em cima do altar sobre a lenha que está no fogo.

– É interessante, neste tipo de sacrifício, que o papo e as penas são lançados fora do altar, no lugar da cinza, ou seja, não são objeto de queima, o que se entende porque o couro dos mamíferos também não é sujeito a queima, já que ou faz parte da porção dos sacerdotes (Lv.7:8), ou é queimado fora do arraial (Lv.9:11). 

– Esta posição das penas e do couro leva-nos a uma importante reflexão, qual seja, a de que é preciso nos despir do velho homem para podermos servir a Deus (Ef.4:22; Cl.3:9).

Tanto o couro quanto as penas são o revestimento dos animais ofertados e isto nos faz lembrar do velho homem, da natureza pecaminosa que já reveste o homem quando ele é gerado (Sl.51:5), pois ele exsurge à imagem e semelhança de Adão (Gn.5:3).

– O couro era queimado fora do arraial, nos casos do sacrifício do dia da expiação, como as penas eram sempre jogadas no lugar da cinza, situações em que se mostra este despojar do velho homem, a colocação da vida passada no pecado no “lixo”, no esquecimento, no mesmo “mar de esquecimento” onde o Senhor lança as nossas iniquidades (Jr.31:34; Mq.7:19; Hb.10:17).



– Já o papo das aves é o local onde há o armazenamento temporário de alimentos, que são posteriormente regurgitados e, inclusive, dados aos filhotes.

É, portanto, um órgão onde se tem o “reviver do passado”, a alimentação com base em ingestão antiga, anterior, algo que significa, pois, exatamente o que o couro e as penas, a vida antiga, o velho homem, algo inadmissível para quem se tornou, em Cristo Jesus, uma nova criatura.

– O apóstolo Paulo é bem claro ao dizer que devemos nos esquecer das coisas que para trás ficam, devemos avançar para as que estão diante de nós (Fp.3:13), não podemos nos prender às coisas passadas (II Co.5:17).

Jamais serviremos ao Senhor nos utilizando da vã maneira de viver que, por tradição, recebemos dos nossos pais (I Pe.1:18), pois, em fazendo isto, deixaremos de nos santificar, pois a santificação nos faz separar plenamente do pecado, de modo que não podemos, em absoluto, voltar a ter as velhas práticas, sob pena de sermos totalmente rejeitados pelo Senhor naquele dia (Mt.7:21-23).

– Outro tipo de sacrifício de holocausto era o que se fazia por conta do pecado involuntário de um sacerdote (Lv.4:1-12).

Quando um sacerdote pecasse, gerando escândalo para o povo, deveria oferecer pelo seu pecado um novilho sem mancha ao Senhor por expiação do pecado, trazendo o novilho à porta da tenda da congregação,

pondo a sua mão sobre a cabeça do novilho e degolando o novilho perante o Senhor, ou seja, exatamente como a oferta de holocausto de gado, a mostrar que o sacerdote, embora fosse sacerdote, era igual a qualquer outro israelita e,

até mais do que qualquer outro israelita, tinha o dever de apresentar um novilho, enquanto os demais israelitas poderiam apresentar outros animais consoante a sua própria condição social.

– Isto nos ensina que aqueles que causam escândalo ao povo, por terem pecado estando à frente do povo de Deus, em posição de proeminência, devem publicamente pedir perdão pelos seus pecados, ou seja, quem está em posição de proeminência sempre causam escândalo quando pecam,

quando cometem alguma transgressão, de forma que todos devem pedir perdão à igreja local quando caírem em pecado, seja qual for o pecado cometido, algo que, lamentavelmente, tem sido esquecido em muitos lugares, o que contribui para o descrédito da obra de Deus.

– O apóstolo Paulo, ao ensinar a Timóteo como deveria exercer o ministério pastoral, não se esqueceu desta peculiaridade, mandando que a repreensão aos presbíteros, ou seja, aos ministros que estavam a apascentar o povo de Deus, deveria ser pública para gerar temor, ou seja, para que todos compreendam a seriedade e a necessidade de se observar a Palavra de Deus para chegarmos aos céus (I Tm.5:20).

– Mas este sacrifício tinha uma peculiaridade: o sacerdote deveria molhar o seu dedo no sangue e daquele sangue deveria espargir sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário, pondo também daquele sangue sobre as pontas do altar de incenso perante o Senhor, que estava na tenda da congregação e todo o restante do sangue derramaria à base do altar de cobre.

– Tal peculiaridade mostra, claramente, que, em se tratando de alguém que tem posição de proeminência no meio do povo de Deus, é mister que haja também a purificação do próprio exercício do ministério, representado aqui pelo fato de se ter de espargir o sangue no véu do tabernáculo, lembrando que o sacerdote tinha o direito de entrar no lugar santo, o que era vedado aos demais israelitas.

Tendo ele pecado, não poderia lá entrar se o sangue do animal ofertado, que cobria o seu pecado, não fosse espargido no véu do tabernáculo, como que a cobrir o próprio pecador quando ele novamente adentrasse no lugar santo, como também este sangue fosse posto no altar de incenso, onde o referido sacerdote iria queimar o incenso ao Senhor.

– Os demais israelitas não participavam da atividade no lugar santo e, por isso, o sangue derramado para a cobertura de seus pecados ficava tão somente no altar de cobre.

Já com relação aos sacerdotes, era preciso que também se estendesse a purificação até os lugares onde ele exerceria o seu ministério. 

– Isto nos mostra que, embora todos sejamos sacerdotes na dispensação da graça, é inegável que aqueles que estão à testa do povo devem ter, no tratamento do pecado, um rigor maior.

Faz-se necessário não só que publicamente confesse a transgressão e obtenha o perdão da comunidade, como também que sejam tomadas efetivas medidas para que seu ministério seja purificado.

– Tal disposição da lei mosaica, inclusive, também mostra, com clareza, que é, sim, extensivo ao exercício do ministério o perdão dos pecados, pois há aqueles que, equivocadamente, entendem que o ministro, tendo pecado e causado escândalo, pode, sim, obter o perdão, mas nunca mais poderá exercer o ministério.

O sangue do animal, no culto levítico, também cobria o exercício do ofício sacerdotal e, portanto, não há como poder afirmar que o sangue de Cristo, que tira e não apenas cobre o pecado, não seja eficaz para restaurar o ministério de alguém que tenha pecado e causado escândalo.

– No mais, o sacrifício pelos erros do sacerdote seguia os ditames dos demais sacrifícios, inclusive com a queima total do animal, com exceção do couro, da carne com a sua cabeça, as pernas e entranhas e o esterco, que deveriam ser levados fora do arraial, para um lugar limpo, onde se lança a cinza, e queimado com fogo sobre a lenha, onde se lança a cinza.

– O fato de parte do animal ser queimada fora do arraial aponta para o sumo sacerdote Jesus Cristo, que morreu fora da cidade de Jerusalém, pois estamos diante de um sacrifício que também servia ao sumo sacerdote (Hb.13:11,12).

– Esta mesma sistemática se dá com outro tipo de sacrifício de holocausto, o sacrifício pelo pecado cuja autoria fosse desconhecida, o pecado praticado ocultamente mas que se tornasse notório (Lv.4:13-21).

Neste caso, por não se saber quem era o pecador, o povo assumia a culpa diante de Deus e se fazia um sacrifício nos mesmos moldes que o previsto para os pecados dos sacerdotes, até porque, ante o desconhecimento do autor da falta, poderia ser ele um sacerdote, de modo que se adotava o sacrifício mais rigoroso.

– Outro tipo de sacrifício de holocausto era o sacrifício pelos erros de um príncipe, ou seja, de uma pessoa proeminente no meio do povo mas que não fosse sacerdote, como o governante, por exemplo (Lv.4:22-26).

Aqui, basicamente, se tem o sacrifício de um bode sem mancha, sobre o qual poria sua mão sobre a cabeça, havendo o sacrifício, com o derramamento do sangue no altar, ou seja, fundamentalmente o mesmo sacrifício de qualquer outro do povo, mas com a exigência de que o animal fosse necessariamente um bode, o que se confirma na continuidade do texto, que fala dos erros praticados por qualquer do povo (Lv.4:27-35).

– Neste caso, tem-se que o animal que se deveria matar seria uma cabra fêmea sem mancha, o que levou alguns a querem defender, com esta disposição, de que Jesus Cristo seria uma mulher, um verdadeiro absurdo, como tem defendido uma doutrina herética denominada “Raça Superior”, que chama Jesus de “Cristo Lisbet”.

Por que se tem aqui uma fêmea e não um macho? Estaria aqui quebrada a tipologia de que o animal do sacrifício de holocausto representa Cristo Jesus?

– Russell Norman Champlin assim explica o fato de se ter aqui uma cabra: “…Os intérpretes, sem dúvida, estão com a razão ao reputarem a cabra como o animal de menor valor, entre os que podiam ser oferecidos.…” (Antigo Testamento interpretado versículo por versículo, v.1, p.492).

Aqui, o que se demonstra é, sem dúvida, a plena acessibilidade ao perdão. A tipologia do animal com respeito a Cristo não está fundada apenas no sexo, que é um fator importante, mas não essencial.

Muito mais importante que o sexo é a circunstância de que Cristo está acessível a todos, de que quer salvar a todos e que, portanto, sempre está disposto a perdoar, pois não veio para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo.3:17).

– A tipologia da cabra em relação a Cristo está na própria desvalorização que o Senhor Jesus fez para poder salvar o homem.

Assim como a cabra era o animal de menor valor e, portanto, poderia ser oferecido por todo o indivíduo comum que pecasse, o Senhor Jesus deixou a Sua glória, fez-Se homem e aceitou ser avaliado por apenas trinta moedas de prata, a fim de nos alcançar a redenção, pagando altíssimo preço por nós (I Pe.1:18,19; Zc.11:13; Mt.27:9).

– Este altíssimo valor do sacrifício de Cristo e o Seu esvaziamento para realiza-lo deve sempre estar em nossa mente, para que saibamos quão ofensivos seremos a Deus se pisarmos o sangue de Cristo, gravidade que foi muito bem explicada pelo escritor aos hebreus (Hb.10:26-31), até porque o Seu sacrifício é perfeito e único. 



Que Deus nos guarde!