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Escola Bíblica Dominical

Escola Bíblica Dominical
Coordenador Geral Ev. Jorge Augusto

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Vem aí, 19º SEMINÁRIO de Escola Bíblica Dominical de Curitiba

gratuitamente



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Subsídio Lição 4 - A Função Social dos Sacerdotes




INTRODUÇÃO

Além de zelar pelo culto do Senhor, os sacerdotes tinham ainda como função inspecionar a saúde de Israel, fiscalizar-lhe as moradias e regular-lhe a vida social e jurídica. Nesse sentido, eles podem ser vistos também como médicos, sanitaristas e juízes. Todavia, a sua função mais importante era conduzir o povo na Lei de Deus, a fim de torná-lo propício ao Senhor que exige, de cada um de seus filhos, santidade, pureza e distinção.
Vejamos, pois, como os sacerdotes levaram os israelitas a ser o povo mais ordeiro, distinto e saudável de seu tempo.

I – FUNÇÕES CLÍNICAS
Libertos do Egito, os israelitas corriam o risco de transmitir à próxima geração enfermidades como a lepra (Dt 7.15), a doença mais temida da antiguidade. Por isso, Deus encarregou os sacerdotes de inspecionar clinicamente o seu povo. 

1. A inspeção da lepra.
Nos tempos bíblicos, a lepra era a doença que causava mais repulsa devido ao seu aspecto e contágio (Lv 13.2). Se Deus não a curasse, médico algum poderia fazê-lo, haja vista o caso do general sírio Naamã (2 Rs 5.1-14). O Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, curou diversos leprosos e ordenou a seus discípulos a que os purificassem em seu nome (Mt 10.8; 11.5).

2. A inspeção clínica.
Em sua peregrinação à Terra Prometida, os israelitas não contavam com médicos e sanitaristas. Era um luxo restrito aos egípcios (Gn 50.2). Por isso, Deus encarrega os sacerdotes de inspecionar a saúde pública de Israel.
Sempre que alguém apresentava algum dos sintomas da lepra deveria encaminhar-se ao sumo sacerdote para ser examinado (Lv 13.1-37). De acordo com o diagnóstico, o paciente era declarado limpo ou impuro. Se constatada a doença, o enfermo era imediatamente separado da comunidade para evitar uma epidemia (Lv 13.46).

3. A limitação do sacerdote.
Cabia aos sacerdotes inspecionar e diagnosticar os leprosos. Era uma função mais preventiva que curativa. O próprio Senhor Jesus reconheceu a perícia do sacerdote no diagnóstico da doença (Lc 5.14). Quanto à sua cura, só um milagre divino poderia limpar completamente um leproso (2 Rs 5.9-14; Mt 8.1-3).
Hoje, apesar dos avanços da medicina, a lepra, modernamente conhecida como Hanseníase, ainda é uma enfermidade assustadora. Entretanto, já não há mais a necessidade de isolar os indivíduos, pois há tratamentos efetivos que curam os portadores da doença.

II – FUNÇÕES SANITARISTAS
Devido aos povos que a habitavam, Canaã tornou-se doentia e contagiosa (Lv 14.34). Até suas casas e vestes eram tomadas por uma espécie de lepra. Para preservar a saúde dos hebreus, Deus instruiu os sacerdotes a atuarem também como sanitaristas.

1. A função sanitarista do sacerdote.
O sanitarista é um especialista em saúde pública; sua função é basicamente preventiva. Manter a cidade livre dos focos de doenças e infecções é o seu trabalho prioritário. Nesse sentido, cabia aos sacerdotes inspecionar as casas e roupas em Israel (Lv 14.34-57).

2. A lepra na casa.
A lepra numa casa tinha início com o aparecimento de manchas verdes e avermelhadas, que, via de regra, pareciam mais fundas que a superfície das paredes (Lv 14.37). Sempre que isso ocorria, o proprietário era instruído a recorrer ao sacerdote, que, após examinar o imóvel, ordenava o seu despejo para que a praga não se espalhasse por toda a propriedade (Lv 14.36).
Em seguida, a casa era interditada por sete dias (Lv 14.38). Caso a praga não cedesse, as pedras contaminadas eram retiradas e as paredes todas eram raspadas. Em último caso, o sacerdote tinha autoridade para ordenar a demolição do imóvel (Lv 14.45). Para evitar que a lepra contaminasse outras propriedades, todo o entulho era jogado fora da cidade.

3. A lepra nas vestes.
As vestes também estavam sujeitas à lepra. Nesse caso específico, tratavam-se de mofos e fungos igualmente nocivos à saúde (Lv 13.47-50). De imediato, a roupa deveria ser levada ao sacerdote (Lv 13.51). Se a praga se mostrasse resistente, o vestuário deveria ser queimado, a fim de se evitar a propagação de doenças (Lv 13.52).

Deus advertiu solenemente aos israelitas a se guardarem da praga da lepra, pois a doença abria a porta para outras enfermidades e moléstias (Dt 24.8). Por isso, a lepra tornou-se um dos símbolos mais fortes do pecado (Is 1.6).

III – FUNÇÕES JURÍDICAS
O livro de Levítico apresenta várias disposições jurídicas, a fim de proteger a família, a propriedade privada e, principalmente, a vida humana. Nesse sentido, o sacerdote atuava também como juiz.

1. Proteção da família.
Com o objetivo de manter a pureza e a legitimidade no relacionamento familiar, o Senhor, por intermédio de Moisés, proíbe aos israelitas: o sacrifício infantil (Lv 20.2); relações incestuosas (Lv 18.6-9); o abuso sexual doméstico (Lv 18.10); a exposição das filhas à prostituição (Lv 19.29); a homossexualidade e a bestialidade (Lv 18.22,23).
Os filhos de Israel, como adoradores do Deus Único e Verdadeiro, eram obrigados a honrar seus pais e a preservar-lhes a autoridade (Lv 19.3; 20.9). Nesse sentido, os sacerdotes atuavam como reguladores da família israelita.

2. Proteção da propriedade privada.
A propriedade privada, em Israel, era sagrada; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8; 1 Rs 21.3). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira amorosa e responsável (Lv 19.9). As colheitas deveriam ser feitas de maneira a atender à carência dos mais pobres (Lv 23.22).
Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, não poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

3. Proteção da vida.
Também cabia ao sacerdote inspecionar a edificação das casas (Dt 22.8); a criação de animais (Êx 21.36); a preservação da mulher grávida e do filho que ela trazia no ventre (Êx 21.22). Enfim, a vida nas Escrituras é sagrada; um dom do Criador de todas as coisas (Nm 16.22). Por isso, o Senhor determina no Sexto Mandamento: “Não matarás” (Êx 20.13). Mencionemos ainda as cidades de refúgio, que, administradas pelos levitas, serviam para acolher o que, sem o querer, matava o seu próximo (Nm 35.10-15).

CONCLUSÃO

A aliança do Senhor com a tribo de Levi era firme e bem conhecida de todo o Israel. Eis por que seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7).


Se o Senhor exigiu excelência e correção dos levitas, no Antigo Testamento, como devemos nós agir no âmbito do Testamento Novo? Que o nosso culto seja marcado pelo amor a Deus e ao próximo. Sejamos, pois, uma fiel referência em todas as coisas.

PARA REFLETIR
A respeito de “A Função Social dos Sacerdotes”, responda:

1) Quais as atribuições dos sacerdotes quanto ao relacionamento social dos israelitas?
Conduzir o povo na Lei de Deus, a fim de torná-lo propício ao Senhor que exige, de cada um de seus filhos, santidade, pureza e distinção.

2) Qual a função clínica dos sacerdotes?
Cabia aos sacerdotes inspecionar e diagnosticar os leprosos. Era uma função mais preventiva que curativa.

3) Descreva a função sanitarista dos sacerdotes.
Sua função é basicamente preventiva. Manter a cidade livre dos focos de doenças e infecções é o seu trabalho prioritário. Nesse sentido, cabia aos sacerdotes inspecionar as casas e roupas em Israel.

4) Como os israelitas deveriam tratar a propriedade privada?
A propriedade privada, em Israel, era sagrada; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8; 1 Rs 21.3). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira amorosa e responsável (Lv 19.9). As colheitas deveriam ser feitas de maneira a atender à carência dos mais pobres (Lv 23.22). Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, não poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

5) Que qualidades deveriam ter os sacerdotes de acordo com o profeta Malaquias?
Os seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7).

BIBLIOGRAFIA
Bíblia Sagrada - Thompson - Edição Contemporânea - Editora VIDA, 2000
Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, Valores Cristãos - Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Pr. Douglas Baptista, 2 Trimestre 2018.


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Subsídio Lição 3 - Os ministros do culto levítico

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INTRODUÇÃO

- Os sacerdotes do culto levítico são figuras dos cristãos.
- Assim como os sacerdotes, os cristãos têm de se distinguir dos demais seres humanos, pois estão sempre diante de Deus.

I – O SACERDÓCIO LEVÍTICO
- Na continuidade do estudo do livro de Levítico, analisaremos hoje as regras concernentes ao sacerdócio, ao ofício sacerdotal, mais precisamente o que se encontra no trecho de Lv.8:1 até 10:20.
- Antes, porém, de adentrarmos a este estudo específico, é importante rememorarmos em que circunstâncias surgiu o sacerdócio levítico.
- É sabido que, quando o povo de Israel chegou ao monte Sinai, para onde se encaminhou após a libertação no Egito, por expressa ordem divina, dada a Moisés ainda quando de sua chamada (Ex.3:12), o Senhor lhe fez a proposta de se tornar a Sua propriedade peculiar dentre os povos, o Seu reino sacerdotal e povo santo (Ex.19:5,6), proposta que foi prontamente aceita por todos os filhos de Israel, a uma só voz (Ex.19:8).
- Tem-se, pois, que o plano divino era constituir a todo o Israel como Seu reino sacerdotal e povo santo, ou seja, todos os israelitas seriam sacerdotes, teriam acesso a Deus, poderiam oferecer-Lhe sacrifícios e disto temos uma demonstração quando houve a própria promulgação da lei, quando Moisés chamou mancebos de todas as tribos para oferecer sacrifícios (Ex.24:5).
- Certo é que, já nesta altura, diante da recusa dos israelitas de aguardar o sonido longo de buzina para, então, subirem ao monte e terem a implantação da lei em seus corações, como preconizado pelo Senhor (Ex.19:13; 20:18-21), já não se tinha a plena comunhão que o Senhor queria estabelecer com Israel, tornando, assim, necessário que se continuassem a ditar os mandamentos, agora para que Moisés os escrevessem, além do Decálogo, que fora proferido pelo próprio Deus no monte.
- De qualquer maneira, mesmo diante deste relacionamento inferior para com o povo (inferioridade que somente se dissiparia com a obra expiatória de Cristo na cruz do Calvário), caberia aos israelitas exercer o papel sacerdotal no culto que se instalaria nesta nova dispensação, inaugurada com a presença divina no Sinai.
- No entanto, tal “status” sacerdotal do povo israelita não ultrapassou o período de quarenta dias depois da promulgação da lei. Após a solene entrada em vigor da lei, Moisés subiu ao monte para receber novas instruções divinas (Ex.24:12-14), cedo o povo descumpriu os dois primeiros mandamentos no episódio do bezerro de ouro, quando, além de adorarem a um outro deus, dele fizeram imagem de escultura

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Dinâmica Lição 03: Os Ministros do Culto Levítico


Dinâmica: Eis-me aqui!

Objetivo: Refletir sobre o serviço cristão e a motivação para realizá-lo.

Material:
Palavras digitadas: Serviço Cristão, Deus, Próximo e Compromisso.
01 coração(vermelho) feito de cartolina ou EVA
01 quadro branco ou outro tipo.

Procedimento:
- Coloquem no alto do quadro a expressão SERVIÇO CRISTÃO.
- Perguntem: A quem servimos? Aguardem as respostas, que certamente serão: Deus(na sua maioria) e ao Próximo.  Então, coloquem as palavras DEUS e PRÓXIMO, logo abaixo de SERVIÇO CRISTÃO.
- Coloquem em seguida o coração e falem que o AMOR é o que nos motiva a servir a Deus e ao próximo. Leiam Mc 12.30 e 31.
- Falem que o serviço que fazemos para o próximo é uma evidência do nosso amor a Deus. Leiam I Jo 3. 17.
- Falem também que precisamos ter compromisso com a obra do reino. Leiam Lc 9.62. Coloquem a palavra COMPROMISSO ao lado do coração.
- Perguntem: O que temos realizado no serviço Cristão? Aguardem as respostas. Incentivem aqueles que estão servindo a continuar nas suas atividades e conclamem aos que estão parados a levantar-se e dizer: Eis-me aqui!
- Concluam, afirmando que cada um de nós, enquanto parte integrante da igreja, colocando em prática o serviço cristão, estamos colaborando para a consecução da Missão Integral da Igreja, somando-se a pregação do evangelho e da comunhão uns com os outros.


Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Subsídio - Lição 2 - A Beleza e a Glória do Culto Levítico



INTRODUÇÃO

O que é o culto divino? Não é fácil responder a essa pergunta, pois, no ato da adoração ao Deus Único e Verdadeiro, temos de evitar dois extremos: a informalidade profana e indecente, e o ritualismo que mata o genuíno culto bíblico. Por esse motivo, o Senhor deixou à congregação israelita, nos Livros de Êxodo e de Levítico, ordenanças e instruções quanto à essência de seu culto.

Tendo como exemplo a consagração do Santo Templo, em Jerusalém, mostraremos, nesta lição, a beleza e a glória do culto levítico. Que a nossa adoração a Deus conte, igualmente, com a presença do Espírito Santo em todos os atos. Sem a glória de Deus, nenhum culto tem validade.


I – O CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Vejamos o que é o culto divino e o seu desenvolvimento na era patriarcal, no período de Moisés, no tempo de Davi e de Salomão, e após o Cativeiro babilônico.


1. Definição.

O culto divino é o serviço amoroso, voluntário e exclusivo que Deus requer de cada uma de suas criaturas morais (anjos e homens), mui particularmente de Israel, no Antigo Testamento, e, agora, da Igreja, para que todos, em todos os lugares e tempos, glorifiquem-no como o Criador, Senhor e Mantenedor de todas as coisas (SI 100.1; Ap 14. 7).



2. Na era patriarcal.

O primeiro grande patriarca a prestar culto a Deus foi Noé (Gn 8.20). Abraão, Isaque e Jacó também construíram altares para adorar ao Senhor, que os chamara a constituir a nação profética, sacerdotal e real por excelência (Gn 12.7; 26.25; 35-1-7).


3. No período de Moisés.

Deus, através de Moisés, entregou ao seu povo leis e instruções para que o seu culto passasse da informalidade a uma etapa mais teológica, litúrgica e congregacional (Êx 12.21-26). A partir daí, estabeleceram-se as festividades sagradas como a Páscoa e o Dia da Expiação (Êx 12.14,20; Lv 23.27,28). Agora, não somente as famílias, mas todo o povo é intimado a cultuar ao Senhor.


4. No tempo de Davi e Salomão.

Até a ascensão de Davi, como rei de Israel, a música não era utilizada no culto divino. O cântico de Miriã e o de Débora constituíam manifestações espontâneas que precederam a inserção da música na liturgia do Santo Templo (Êx 15.20,21; Jz cap. 5). Mas, com o rei Davi, que também era profeta, salmista e músico, a celebração oficial ao Senhor foi enriquecida com a formação de coros e instrumentos musicais (l Cr 15.16). Buscando sempre a excelência do culto divino, o rei Davi inventou e fabricou diversos instrumentos musicais (l Cr 23.5; 2 Cr 7.6).

Salomão dedicou-se igualmente ao enriquecimento litúrgico e musical na adoração divina (2 Cr 5.1-14). No auge do Santo Templo, a Liturgia hebreia impressionava por sua beleza e arte (2 Cr 5.13). Ezequias também destaca-se pelo zelo ao culto do Senhor (2 Cr 29.26-28).


5. Após o cativeiro babilônico.

Em 586 a.C., os judeus foram levados em cativeiro à Babilónia, onde permaneceram 70 anos (Jr 25.11,12). Nesse período, pelo que inferimos do Salmo 137, a adoração divina foi praticamente esquecida. Mas, com o retorno a Jerusalém, os repatriados, incentivados por Esdras e Neemias, reavivaram o culto levítico (Ne 12.22-30).


II – OS ELEMENTOS DO CULTO LEVÍTICO
A fim de mostrarmos a beleza e a glória do culto divino no Antigo Testamento, tomemos como exemplo a consagração do Santo Templo, pelo rei Salomão, em Jerusalém.



1. Sacrifícios.

O culto inaugural do Santo Templo, que teve início com a chegada da Arca Sagrada, foi marcado por uma grande quantidade de sacrifícios de animais (1Rs 8.5) - Cf. Levítico cap. 1. De forma sem igual, o rei Salomão e todo o Israel demonstraram sua ação de graças ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.



2. Cânticos.

Em seguida, os cantores e músicos puseram-se a louvar ao Senhor, entoando provavelmente os cânticos que Davi e outros salmistas haviam composto (2 Cr 5.12,13).



3. Exposição da Palavra.

Logo após. Salomão dirigiu-se ao povo, fazendo uma síntese da História Sagrada até aquele instante. Ele mostra a clara intervenção de Deus em cada etapa da existência de Israel (2 Cr 6.1-13).



4. Oração.

O rei dirige-se, agora, a Deus em oração, agradecendo-o por aquele momento, e intercede não só por Israel, mas pêlos gentios que, ouvindo acerca da intervenção divina na vida de seu povo, para ali acorreriam (2 Cr 6.32,33).



5. Leitura da Palavra.

Após o cativeiro babilónico, já no tempo de Esdras e Neemias, a Palavra de Deus começou a ser lida publicamente como parte da liturgia do culto (Ne S.1-8). Nesse período, os sacerdotes puseram-se também a explicar a Lei ao povo de Deus. Antes disso, a leitura das Escrituras limitava-se aos montes Gerizim e Ebal (Dt 29).



6. Bênção.

O culto levítico era encerrado com a bênção aarônica (Nm 6.22-26). Ao serem assim abençoados, os filhos de Israel conscientizavam-se de que eram propriedade particular do Senhor (Êx 19-5).



III – FINALIDADE DO CULTO LEVÍTICO
O culto levítico, no Antigo Testamento, tinha quatro finalidades básicas: adorar a Deus, reafirmar as alianças divinas, professar o credo mosaico e aguardar o Messias. Era uma celebração teológica e messiânica.



1. Adorar ao Único e Verdadeiro Deus.

Ao reunir-se para adorar a Deus, a comunidade de Israel demonstrava duas coisas: a aceitação do Único e Verdadeiro Deus e a rejeição dos deuses pagãos (Lv 19-4; SI 86.10; 97.9). Enfim, o culto afastava os israelitas da idolatria e aprofundava sua comunhão com o Senhor (5196.5). Esse era o teor dos cânticos congregacionais do Santo Templo.



2. Reafirmar as alianças antigas.

No culto Levítico, os filhos de Israel professavam as alianças que o Senhor firmara com Abraão, Isaque, Jacó e Davi (Lv 26.9,45). Já em seus cânticos, reafirmavam a fé na presença de Deus em sua vida familiar e comunal (SI 47.9), como mostra o Salmo 105.



3. Professar o credo divino.

Em seus cultos, os israelitas, guiados pelo ministério levítico, professavam o seu credo: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor" (Dt 6.4). Nesta sentença resume-se toda a teologia do Antigo Testamento. Que a Igreja de Cristo recite a doutrina divina.



4. Aguardar o Messias.

No livro de Salmos, há uma elevada cristologia, que descreve a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação do Senhor Jesus Cristo como Rei dos reis (SI 22.1-19; 16.10; 110.1-4; 2.1-8). Um israelita crente, e predisposto a servir a Deus, jamais seria surpreendido com a chegada do Messias, pois o culto Levítico era essencial e tipo-logicamente cristológico (Lc 2.25-35).



CONCLUSÃO

Os filhos de Israel não souberam cultuar a Deus como Ele o requer de cada um de nós. Por isso, deixaram-se contaminar pelo formalismo. Apesar de sua rica e significativa liturgia, adoravam a Deus apenas com os lábios, pois o seu coração achava-se distante do Deus de Abraão (Is 29.13). Então, adoremos a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24). Apresentemos ao Senhor o nosso culto racional (Rm 12.1-3).


Quando cultuamos verdadeiramente a Deus, sua glória jamais nos faltará (Lv 9.23,24).


PARA REFLETIR
A respeito de "A Beleza e a Glória do Culto Levítico", responda:

O que é o culto divino?

O culto divino é o serviço amoroso, voluntário e exclusivo que Deus requer de cada uma de suas criaturas morais (anjos e homens), mui particularmente de Israel, no Antigo Testamento, e, agora, da Igreja, para que todos, em todos os lugares e tempos, glorifiquem-no como o Criador, Senhor e Mantenedor de todas as coisas.

Como era o culto no período de Moisés?

Deus, através de Moisés, entregou ao seu povo leis e instruções para que o seu culto passasse da informalidade a uma etapa mais teológica, litúrgica e congregacional. A partir daí, estabeleceram-se as festividades sagradas como a Páscoa e o Dia da Expiação. Agora, não somente as famílias, mas todo o povo é intimado a cultuar o Senhor.

Qual a contribuição de Davi ao culto divino?

Até a ascensão de Davi, como rei de Israel, a música não era utilizada no culto divino. O cântico de Miriã e o de Débora constituíam manifestações espontâneas que precederam a inserção da música na Liturgia do Santo Templo. Mas, com o rei Davi, que também era profeta, salmista e músico, a celebração oficial ao Senhor foi enriquecida com a formação de coros e instrumentos musicais. Buscando sempre a excelência do culto divino, o rei Davi inventou e fabricou diversos instrumentos musicais.


Cite os elementos do culto levítico.

Os elementos são: sacrifícios, os cânticos, a exposição da Palavra e a bênção.

Quais os objetivos do culto levítico?

Adorar a Deus, reafirmar as alianças divinas, professar o credo mosaico e aguardar o Messias.


BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada - Thompson - Edição Contemporânea - Editora VIDA, 2000
Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, Valores Cristãos - Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Pr. Douglas Baptista, 2 Trimestre 2018.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Subsídio Lição 01: Levítico, Adoração e Serviço ao Senhor


ESBOÇO Nº 1

A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE

Neste trimestre, teremos mais um trimestre bíblico, desta feira estudando o livro
de Levítico. A escolha do Setor de Educação Cristã da Casa Publicadora das Assembleias de Deus é, uma vez mais, oportuna, pois estaremos a estudar o “livro da santidade”, o “livro do culto”, pois Levítico é, dos livros da lei, o que mais se ocupa dos rituais e cerimoniais do culto da dispensação da lei.
Por isso mesmo, é, sem dúvida, o livro de menor índice de leitura e o de mais difícil
compreensão do Pentateuco, havendo, mesmo, quem, diante do seu conteúdo altamente cerimonial, entenda que nada se teria de aprender com a sua leitura, já que estamos na dispensação da graça. Nada mais equivocado, porém. Como disse o escritor aos hebreus, a lei é a sombra dos bens futuros (Hb.10:1) e todos os rituais e regras constantes do livro de Levítico são mandamentos que indicam os princípios divinos para a santidade, princípios estes que, por serem provenientes do Senhor, são imutáveis e válidos em todos os tempos e em todas as dispensações. Quando estudamos o livro de Levítico, portanto, estamos a aprender o que é a santidade, o que significa ser santo e isto é essencial para os servos do Senhor, uma vez que, sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb.12:14), tanto assim que o próprio Senhor Jesus, ao interceder por nós em Sua oração sacerdotal, pediu pela nossa santificação (Jo.17:17). A capa da revista do trimestre mostra alguém lavando as mãos, a nos remeter, precisamente, à santidade, pois o lavar mãos é uma atitude de purificação, precisamente o que buscava fazer todo o conjunto de mandamentos constantes do livro de Levítico, pois não se poderia adorar ao Senhor nem tampouco Lhe prestar culto se não se estivesse em santidade, se não se estivesse puro. Daí porque se dizer que todo o livro de Levítico se resume numa expressão que é repetida por três vezes no terceiro livro da Bíblia Sagrada (Lv.11:44,45; 20:7): “Sede santos, porque Eu, o
Senhor vosso Deus, sou santo”. E esta santidade não está adstrita à dispensação da lei, pois é repetida pelo apóstolo Pedro para a Igreja em I Pe.1:15,16. Esta “lavagem da água”, que era indispensável para que o sacerdote pudesse ministrar (Ex.30:17-21) simboliza a “lavagem da água” produzida pela salvação em Cristo Jesus, o “nascimento da água” (Jo.3:5), a santificação pela Palavra de Deus (Ef.5:26), a regeneração e a renovação do Espírito Santo (Tt.3:5). O papel da água como purificação e santificação cerimonial e ritual foi extremamente exacerbado ao longo da história de Israel, atingindo seu clímax no farisaísmo, onde havia uma verdadeira obsessão pela purificação por meio da água (Jo.2:6), que foi combatida pelo Senhor Jesus, uma vez que o que se tinha de buscar não era uma purificação meramente exterior, mas, sim, uma purificação interior, a purificação do coração (Mt.15:1-20).

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Dinâmica Lição 01: Levítico, Adoração e Serviço ao Senhor


Dinâmica: Com a Mão na Massa

Objetivos:
Refletir sobre o serviço cristão.
Realizar auto-avaliação do serviço que prestamos como despenseiros do Senhor.

Material:
½ folha de papel ofício e caneta para cada aluno.

Procedimento:
- Entreguem a metade da folha de papel ofício para cada aluno.
- Solicitem para que façam o desenho de uma de suas mãos, contornando-a com a caneta.
- Falem que a mão representa “trabalho, serviço, ação, atividade”.
- Peçam para que os alunos escrevam:
Dentro da mão: Aquilo que estão realizando na obra do Senhor.
Fora da mão: Aquilo que deseja realizar.
- Leiam ou cantem com os alunos a 1ª estrofe do hino da Harpa Cristã no. 394:
“Quem sua mão ao arado já pôs, constante precisa ser; o sol declina e, logo após, vai escurecer. Avante, em Cristo pensando, em oração vigiando, com gozo e amor trabalhando, p’ra  teu Senhor”.
- Leiam ainda: I Co 12.5 a 7, I Co 4.2 e Sl 100.02
- Para concluir, façam uma oração pelos alunos apresentando o desejo de cada aluno em servir na obra do Mestre e que sejam capacitados pelo Espírito Santo.


Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/