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Escola Bíblica Dominical

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Coordenador Geral Ev. Jorge Augusto

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Subsídio Lição 4 - O drama de Jó

 


 

 

INTRODUÇÃO


- Na continuidade do estudo do livro de Jó, veremos o sentido e a extensão das calamidades que abarcaram a vida do patriarca.


- Não foi apenas a perda dos filhos, do seu patrimônio ou da saúde. Jó foi afetado em todos os prismas de um ser humano e sem saber o porquê de tudo isto. Será que suportamos provações menores do que esta?


I – JÓ SOFRE CALAMIDADES SOCIAIS
- O livro de Jó relata um diálogo entre Deus e o adversário nas regiões celestiais, diálogo este que não era do conhecimento de Jó, que prosseguia com sua vida normalmente. Um dia, entretanto, de repetente e de forma abrupta, sem que houvesse uma causa, o patriarca vê desmoronar tudo o que havia amealhado durante toda uma existência de justiça e de retidão diante de Deus.


- A sucessão impiedosa dos acontecimentos que levou Jó à ruína é a demonstração de que tudo o que somos e tudo o que temos depende da indispensável proteção divina. Foi Deus permitir que o adversário atingisse Jó, que tudo, num só dia, foi destruído. Que tenhamos sempre em mente que nada do que somos ou do que temos depende de nós, mas é uma concessão da vontade de Deus. Daí porque ter Jeremias se expressado em suas lamentações: " as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos"(Lm.3:22a).


- Deus dá testemunho de Jó ao adversário, quando este se apresenta, entre os filhos de Deus, perante o Senhor. Não esclarece o texto bíblico porque o diabo teve acesso ao trono de Deus, mas o fato é que isto ocorreu. Diante do testemunho que Deus deu de Jó, o diabo colocou em dúvida a integridade e sinceridade de Jó na sua adoração ao Senhor e Deus, que tinha um propósito de tornar Jó uma "mensagem para os adoradores de Deus"1, permitiu que ele fosse atingido e que estas calamidades lhe adviessem


- Assim, devidamente autorizado pelo Senhor, o inimigo inicia a sua tarefa destruidora, que, afinal de contas, é sua especialidade no universo. Observemos, em primeiro lugar, o momento escolhido pelo adversário para atacar. Diz o texto sagrado que era o dia de festa na casa do filho mais velho, ou seja, estava-se no início do turno de dias dos costumeiros banquetes do patriarca. Ao fim deste turno é que Jó incumbia-se de fazer um sacrifício a Deus em favor de seus filhos. Portanto, podemos entender que o dia escolhido pelo adversário era o do começo do turno dos dias, ou seja, o momento mais distante do instante de maior devoção do patriarca. 


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Dinâmica Lição 04: O Drama de Jó

 

Dinâmica: Vencendo o Gigante

Objetivo: Refletir sobre as condições para vencer os obstáculos, os problemas e aflições.

Material: ½ folha de papel ofício e caneta para cada aluno.

Procedimento:

- Entreguem ½ folha de papel ofício para cada aluno.

- Solicitem que cada aluno desenhe uma figura humana grande e outra pequena, que representarão um gigante e ele(o aluno) respectivamente.

- Peçam para que o aluno reflita sobre qual o “gigante” que está perturbando sua vida, isto é, aquilo que está causando dor, sofrimento etc.

- Leiam: I Sm 17. 23,24,37,40,41,42,48,49. 

- Solicitem que desenhe 05 pedras ao lado da figura pequena, que representarão as atitudes que ele dever ter para vencer o gigante(o problema, a dificuldade).

Por exemplo: paz, confiança em Deus, oração, jejum, fé, conselho etc.

- Para concluir, leiam João 16.33:

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Por Sulamita Macedo.

fonte:  http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

 

Texto de Reflexão: O Bordado

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Ela respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia

- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, cumpridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho, eu chamo você, coloco-o no meu colo e deixarei que veja o trabalho da minha posição, está bem?

Mas, com toda aquela curiosidade infantil, eu continuava a me perguntar lá de baixo: “Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que eles me parecem tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?”

Bem mais tarde, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho, venha aqui e sente-se em meu colo; quero lhe mostrar uma coisa.

É claro que fui correndo, louco para ver a sua obra acabada. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia acreditar! Lá de baixo parecia tão confuso e, agora, vendo de cima, vi uma paisagem maravilhosa! Como podia ser?

Então, minha mãe me disse:

- Filho, vendo de baixo, tudo parece tão confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo...

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

- Estou bordando sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso, Pai, tudo em desordem... Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?

O Pai parece me dizer:

- Meu filho, ocupa-te, descontrai-se, confie em Mim e Eu farei bem o meu trabalho. Um dia colocarei você no meu colo e, então, você vai ver o plano da sua vida da minha posição!

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está “bordando”...

Autoria do texto desconhecida.

fonte:  http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Subsídio Lição 3 - Jó e a realidade de Satanás


 


INTRODUÇÃO 

- Ao verificarmos o papel de Satanás na provação de Jó, percebemos que a soberania do Universo pertence unicamente a Deus. 

- Mesmo sendo um opositor, Satanás não tem como querer equiparar-se ao Senhor. Os crentes devem, com relação ao inimigo, ter esta certeza, evitando dar-lhe um lugar que ele absolutamente não tem. 

I – SATANÁS ENTRA EM CENA 

- O diabo é mencionado no livro de Jó apenas nos dois primeiros capítulos, sendo um grande ausente de todas as discussões que se desencadearam na sequência do livro, a ponto mesmo de alguns estudiosos acharem até que a parte introdutória do livro de Jó é algo acrescentado, diante da total ausência da figura do adversário em todo o debate a respeito do sofrimento. 

- Esta ausência, entretanto, é elucidativa, pois, embora tenha sido o acusador e tenha tido a permissão para causar a ruína do patriarca, nenhum outro papel tem ele na provação, que serviu, única e exclusivamente, para o engrandecimento espiritual de Jó. 

- Assim é o diabo na vida do cristão: é apenas o acusador e só consegue atingir o crente quando há um propósito divino a nosso favor. Como dizem as Escrituras, " o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca" (I Jo.5:18b). 

- A Bíblia afirma-nos que o diabo apresentou-se entre os filhos de Deus (Jó 1:6). Muitos indagam a respeito da natureza desta reunião que Deus teria de fazer com os anjos e como Satanás poderia ter se apresentado diante deles. 

- Antes de falarmos desta reunião, devemos, desde já, observar que, no livro de Jó, a expressão “filhos de Deus” refere-se aos anjos, a começar de Jó 1:6, mas que isto não deve, em absoluto, fazer com que se identifique esta expressão no restante das Escrituras como sendo referência aos anjos, o que nem sempre ocorrerá, pois ela pode, também, referir-se aos seres humanos, particularmente àqueles que servem ao Senhor, ao Seu povo, como, aliás, nos ensinam passagens como Rm.8:14 e 16. 

- Não nos olvidemos que, ainda que o livro de Jó não mencione o período em que os fatos ali narrados se deram, estão eles inseridos no período patriarcal, onde ainda não havia se formado o povo de Deus, Israel, que seria Sua propriedade peculiar dentre os povos (Ex.19:5,6), já tendo havido a rejeição por parte dos gentios no episódio da torre de Babel. Assim, bem se explica porque tal expressão, em Jó, é uma referência aos seres celestiais fiéis ao Senhor.


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Dinâmica Lição 03: Jó e a Realidade de Satanás

 

Dinâmica: A Armadura do Cristão

Objetivo:

Enfatizar a necessidade do cristão possuir todos os elementos da armadura espiritual para vencer as ciladas do Diabo.

Material:

01 figura de 01 soldado(ver figura abaixo no procedimento)

Quadro ou cartolina

Papel ofício e caneta

Procedimento:

1 - Coloquem a figura do soldado no quadro e perguntem quais são as armas de combate e defesa de um soldado. Escrevam as respostas no quadro de giz ou cartolina.

2 - Agora falem: O cristão vive constantemente em batalha espiritual e é comparado a um soldado pronto para o combate, que possui armas especiais para a caminhada cristã. Para tanto, precisa estar preparado e conhecer as características do inimigo.

Então, apresentem quais são os elementos que compõem a armadura do cristão, que encontramos em Ef 6. 13 ao 17. Para tanto, façam uma leitura compartilhada, explicando cada elemento da armadura.

Cinturão – verdade

Couraça – justiça

Escudo – fé

Capacete – salvação

Espada – palavra

Observação: Vejam o significado dos elementos da armadura do cristão na lição bíblica.

3 - Agora, peçam para que os alunos identifiquem os elementos que compõem a armadura na figura do soldado.

4 - Depois, falem: O Diabo, o opositor nesta batalha, tem suas armas para investir contra o cristão, mas se ele está revestido da armadura de Deus, está protegido e sua vida espiritual está segura em Deus.

5 - Para concluir, leiam Ef 6. 11 ao 13.

Por Sulamita Macedo.

fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

terça-feira, 6 de outubro de 2020

SUBSÍDIO LIÇÃO Nº 2 – QUEM ERA JÓ


 

INTRODUÇÃO


- Jó é apresentado como um homem de grandes virtudes e qualidades espirituais, que sobrepujavam, e muito, a prosperidade material que possuía.
- Devemos observar este exemplo e tentar sermos vistos por Deus como alguém que seja "sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal".


I – QUEM ERA JÓ
- Depois de uma lição introdutória, vamos adentrar propriamente no estudo do livro de Jó.
- O livro de Jó começa com a apresentação da principal personagem da narrativa, antes uma verdadeira discussão a respeito do sofrimento do justo e dos propósitos divinos para isto.
- Logo de início, o texto sagrado demonstra que o que é importante e relevante ao ser humano é alcançar um testemunho de Deus a respeito de sua integridade e sinceridade. Qual o testemunho que Deus tem dado de nós?
- Em primeiro lugar, devemos observar que Jó é uma figura real, pois assim nos afirmam as Escrituras, ao apontar que "havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó (Jó 1:1).
- Lamentavelmente, muitos supostos estudiosos das Escrituras e entendidos da Bíblia Sagrada têm procurado fazer crer que Jó seria uma figura mitológica, sem existência real, apenas uma lenda criada para justificação do sofrimento dos justos.
- Repudiamos este entendimento, porque o mesmo contraria o que diz a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus. O fato de não haver evidências arqueológicas a respeito do patriarca Jó ou de não se ter sequer localizado, com precisão, a "terra de Uz", é irrelevante para crermos na existência real desta personagem. Cremos porque a Bíblia afirma que "havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó" e é o que basta para afirmarmos que Jó realmente existiu. Não bastasse isso, duas outras passagens bíblicas referem-se a Jó como uma pessoa real (Ez.14:20 e Tg.5:11).
- Após apresentar o nome de Jó, as Escrituras concentram-se no seu caráter, na sua textura espiritual, realçando, de forma evidente, que é esta a prioridade, a razão de ser do homem. 

- O homem foi feito para ser a imagem e semelhança de Deus, ou seja, o propósito maior de Deus para com o homem é que este tenha uma estatura espiritual, tenha uma vida de comunhão com seu Criador, propósito este que, rompido pelo pecado de nossos pais no Éden, é o alvo principal do plano de redenção da humanidade, como podemos verificar em Ap.21:3,4.
- Por isso, o servo de Deus deve ter, como prioridade em sua vida, a busca desta estatura espiritual, devendo, sobretudo, buscar o reino de Deus e a sua justiça (Mt.6:33), as coisas que são "de cima"(Cl.3:1-3).
- Eis o motivo pelo qual devemos rechaçar e repudiar todo e qualquer evangelho que priorize o material, seja a que título for, pois, se esperarmos em Cristo somente para esta vida ou para os bens materiais, seremos os mais miseráveis de todos os homens (I Co.15:19).
- Diz o texto, em primeiro lugar, que Jó era um homem sincero, ou seja, um homem autêntico, verdadeiro, "sem cera", ou seja, que era, efetivamente, o que aparentava ser. A expressão "sincero" provém do latim e quer dizer "sem cera", evocando o vaso que não apresentava qualquer trinco ou rachadura, pois era comum que os oleiros, para esconder falhas dos vasos, colocassem cera para que as rachaduras e defeitos não fossem vistos pelos consumidores.
- De igual forma, é imperioso que o servo de Deus seja sincero, ou seja, que não busque esconder dos semelhantes os seus erros, os seus defeitos, as suas imperfeições. A partir do momento que buscamos ter uma vida de "faz-de-conta", de hipocrisia, de mentira, de aparência, selamos a nossa perdição e somos sérios candidatos ao lago de fogo e de enxofre, à morte eterna.
- A Bíblia é bem clara ao dizer que ficarão de fora da vida eterna todos os que amam e cometem a mentira (Ap.22:15). A comunhão com Deus exige a sinceridade. O apóstolo Paulo afirmou que a comunhão com Cristo exige a sinceridade (I Co.5:8; II Co.1:12,17).

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Dinâmica Lição 02: Quem Era Jó

 

 

Dinâmica: Jó – Ter e ser: eis a questão!

Objetivo: Estudar sobre o personagem Jó, através de 02 palavras: TER e SER.

Material:

02 cartolinas

01 pincel atômico

01 rolo de fita adesiva

Procedimento:

- Coloquem as 02 cartolinas lado a lado, diante da classe.

- Falem: Vamos estudar na aula de hoje sobre o personagem bíblico Jó. À medida que formos explanando o conteúdo, vamos preencher nestas cartolinas palavras que se refiram a TER ou SER.

- Então, escrevam a palavra TER numa cartolina e SER na outra.

- Orientem que:

TER: faz referência a bens materiais

SER: faz referência a valores éticos, morais, espirituais, relacionamentos.

- Falem: Fiquem atentos, porque precisamos preencher vários itens.

- Ao final da aula, enfatizem que Jó era um personagem que possuía muitos bens materiais, mas não relegava os bens referentes ao “ser”. Sua prosperidade era dupla.

- Falem: Muitas pessoas dão ênfase ao TER mais que ao SER.  Que tal exercitar o equilíbrio?

Por Sulamita Macedo.

fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

SUBSÍDIO LIÇÃO Nº 1 – O LIVRO DE JÓ

 


 

 

O livro de Jó mostra a fragilidade humana e a soberania divina.

INTRODUÇÃO 

- Teremos um trimestre bíblico, em que estudaremos o livro de Jó. - O livro de Jó mostra a fragilidade humana e a soberania divina. 

I – O LIVRO DE JÓ - UM LIVRO PECULIAR

 - Neste quarto trimestre de 2020, estudaremos o livro de Jó, tendo, pois, um “trimestre bíblico”. - O livro de Jó é um livro singular na Bíblia Sagrada, que se diferencia dos demais por suas peculiaridades. 

- Em primeiro lugar, é um livro que, ao contrário dos demais, não apresenta qualquer indicação seja do lugar, seja do período histórico em que ocorreram os fatos nele descritos. 

- O escritor contenta-se, apenas, em indicar que Jó era um homem que habitava na enigmática "terra de Uz", local que só é mencionado nas Escrituras neste livro e cuja localização é incerta e causa polêmica até hoje, tendo apenas sido indicado pelo autor da obra que tal terra localizava-se no Oriente (Jó 1:3), o que, à evidência,  é algo absolutamente insuficiente, já que, até o início da divulgação do Evangelho, todos os fatos bíblicos se desencadeiam no Oriente. 

- Com relação ao tempo em que ocorreram os fatos, então, nem sequer uma menção genérica é dada pelo autor. Entretanto, como não há menção alguma seja ao povo de Israel, seja à lei de Moisés, temos de admitir que os fatos se deram no período patriarcal, muito provavelmente antes mesmo da chamada de Abraão. 

- Em vista disto, temos que o livro de Jó é que apresenta os fatos mais antigos da história da humanidade depois dos onze primeiros capítulos do livro do Gênesis. - Daí ter surgido uma tradição segundo a qual o autor do livro de Jó tenha sido Moisés, precisamente porque foi ele a quem Deus inspirou para registrar os fatos acontecidos nos primórdios da história da humanidade, havendo, mesmo, nesta tradição, a ideia de que o livro de Jó, inclusive, teria sido o primeiro livro escrito por Moisés, antes mesmo do Pentateuco, o que faria do livro de Jó o mais antigo livro da Bíblia Sagrada. 

- Mas não param aí as peculiaridades que distinguem o livro de Jó dos demais livros das Escrituras. - O livro é incluído pelos estudiosos da Bíblia como um livro poético, porquanto, salvo a parte inicial do livro e sua conclusão, é formado de discussões de refinada elaboração artística e linguística, em verso, no qual se apresentam temas filosófico-teológicos da maior profundidade, onde se tentará explicar, mais do que o problema do mal e do sofrimento, a própria soberania divina e o sentido do serviço a Deus, numa perspectiva que parte do mundo interior dos interlocutores, o que caracteriza o que, em teoria geral da literatura, denominase poesia. 

- Temos, portanto, um escrito que não é histórico nem narrativo, mas uma verdadeira análise filosóficoteológica sobre a questão do sofrimento do justo, em que se apresentam interpretações diferentes sobre o caráter de Deus, visões que, revestidas de religiosidade, encontram-se, até hoje, no meio do povo de Deus, trazendo visões distorcidas a respeito de Deus e de Sua soberania. 

- Por isso até, há aqueles que, discordando da tradição já apresentada, entendem que o livro de Jó, embora fosse antigo e oralmente transmitido de geração a geração em Israel, tivesse sido reduzido a escrito apenas bem posteriormente, depois mesmo do cativeiro da Babilônia, já na época da chamada "segunda comunidade", ante o refino de sua elaboração. 

- Não bastasse isso, o livro de Jó contém um sem número de afirmações e de revelações que têm causado espanto aos cientistas de todas as áreas, porquanto neste livro se encontram diversas assertivas que foram só nos últimos anos confirmadas pelos cientistas nas suas descobertas revolucionárias, notadamente no século que se passou. 

- Há quem afirme, por isso, que Jó seja o "cientista de Deus", diante das suas revelações impressionantes, que tornam ainda mais intrigante o livro que iremos estudar neste trimestre. - Assim, por exemplo, nele é dito que a Terra está sobre o nada (Jó 26:7), ou seja, aqui já se tem a revelação de que a Terra está no espaço sideral no vácuo, o que somente se descobriria milênios depois que isto foi escrito. 

- Embora não faça menção de Israel, nem tampouco da lei, sempre foi um livro aceito pelos israelitas, embora conte a história de um “gentio”, o que também é outro fator a ser considerado, e isto em virtude da sua grande profundidade quanto aos dilemas existenciais da humanidade. 

- Tudo isto faz com que seja ele um livro diferenciado em relação aos demais.

 II – A ESTRUTURA DO LIVRO DE JÓ

 

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